UM CURSO EM MILAGRES
02 DE JUNHO DE 2004
4ª FEIRA

MEDITAÇÃO:

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele

me ensine a curar.

Jorge: Qual era o exercício da semana?

Participante: - Emergir e flutuar;

-Apenas defenda a sua verdade;

-A pêra mais importante é você;

-O espírito é o centro.

PRINCÍPIO 34
Milagres restauram a mente à sua plenitude. Por expiar o senso de carência, estabelecem proteção perfeita. A força do espírito não deixa lugar para intrusões.

Jorge: Uma coisa interessante a observar aí é que, milagres restabelecem a sua plenitude por expiarem o senso de carência. Então, não deixam lugar para intrusões, a força do espírito não deixa lugar para intrusões. Chama-me a atenção essa expiação do senso de carência. Expiar, sabemos que significa desfazer, então se eles desfazem o senso de carência, isto coloca-nos no estado em que a força do espírito não admite intrusões. O que é o sendo de carência? Senso de carência é assim: Eu estou muito carente, acho que vou comprar um carro, aí eu compro um carro, a carência sumiu? Não! Eu estou muito carente, acho que preciso de uma namorada, arrumo a namorada. Eu deixo de ser carente? Não! O que acontece neste caso é que o milagre desfaz o senso de carência, isto é, eu vou estar contente com tudo que eu tenho e tudo que vier a mais, apenas deixo de sentir carência. Estar carente é sentir falta ou necessidade. Nós já aprendemos que existem duas escolhas que podemos fazer. Podemos escolher estarmos sentindo falta ou escolhermos estar sem este sentimento, o que nos coloca com o sentimento da abundância. Enquanto estivermos carentes não nos será possível sentirmos abundância.

Participante: Eu posso sentir falta por não ter as coisas, não é mesmo? Isto é carência?

Jorge: Carência seria assim: Eu abro o meu guarda-roupas, ele está cheio de roupas, mas mesmo assim eu estou carente. Então eu vou lá na loja e compro mais uma roupa. Não é que eu não vá ter as coisas, não é aquele sentimento de que “eu não tenho uma roupa que preciso”. Até porque todas as orientações que nós temos são no seguinte sentido: -Quando você escolhe estar neste estado de abundância, tudo que você precisa te será dado, e mais ainda por acréscimo. A carência é aquilo que trabalhamos na questão que a gente pega como parâmetro aqui, por exemplo, agora são 7 horas mais 45 minutos, é diferente de 15 para às 8. Porque 15 para às 8 implica em falta, enquanto que 7 mais 45 implica que tem a mais. Então, nós temos que reprogramar na nossa mente, no sentido da sobra e não de que sempre está faltando alguma coisa. Por quê? Porque 7 mais 45 ou 15 paras às 8 é o mesmo relógio, é a mesma hora, o que muda é a nossa percepção que vai profetizar as palavras. Palavras são professadas ou profetizada. Aquilo que nós professamos, nós profetizamos, é uma profecia. Professar a fé, poderíamos dizer, a ciência de professar a fé. Quando transformamos em palavras a gente professa as palavras, por isso chama-se o professor, aquele que professa as palavras. Aqui, esta profecia tem um valor imenso naquilo que determina o que nós vamos viver ali na frente. Assim como o professor, que professa as palavras nas suas aulas, ele é determinante nas transformações que os alunos vão sofrer, o que eles vão aprender e como eles vão transformar a cada dia as suas atitudes os seus padrões de comportamento. Então quando nós professamos falta, estamos profetizando a falta para nós mesmos. Por isso nós temos que mudar para o estado de abundância. Chegando a este estado nós vamos professar mais. Vamos começar a mudar. Vamos começar a professar são 7 mais 45. Dizem que tem uma lei que funciona assim: “Aquele que mais tem, mais lhe será dado, aquele que menos tem, até o pouco que tem lhe será tirado”. Então, está em cima da hora para começarmos a professar a abundância, para que isto aconteça conosco, isto é bem palpável. Vivemos num mundo em que 10% das pessoas detém 90% das riquezas e 90% das pessoas disputam 10% das riquezas restantes e estas cada vez tem menos. Porque os que têm mais, cada vez têm mais. Então este senso de mais ou menos, é que determina para nós mesmos até com aquilo que professamos.

Participante: Se não estou me sentindo muito bem, então tenho um conflito na mente, é isto?

Jorge: O conflito é a 1ª impressão, porque você começa a professar, a profetizar o estado que você quer alcançar. Se você não está bem naquele momento, só o fato de você professar um estado de “estar bem”, você muda na mesma hora, é imediato.

Participante: As pessoas, estes 90%, elas não são carentes, porque quanto mais elas têm, mais elas buscam ter.

Jorge : Por exemplo, eu tenho um iate, eu tenho um apartamento, eu tenho um carro importado, eu tenho um sítio, uma casa na praia, dinheiro na poupança que não acaba mais, na verdade não sei mais o que fazer com tanto dinheiro, estão telefonando que ganhei na Mega sena sozinho, é mais dinheiro que está chegando. Agora estou pensando em fazer turismo espacial. “Ah, como eu preciso fazer isso!”, porque estou tão carente. Não significa que quem tem dinheiro em abundância, não esteja carente. O milagre retira o senso de carência. Mesmo que você não tenha um iate, ou que você tenha um iate, todos os dois estão carentes. É bom ter um iate sem nenhum senso de carência.

Participante: Os milagres solucionam também as carências emocionais?

Jorge: Milagres retiram qualquer tipo de carência para sempre. Nesse sentido você não vai mais sentir carência. Porque isto é o equivoco da mente, o sentimento de carência, porque em algum momento nós registramos a carência e, às vezes de maneira equivocada. O que a gente faz? É claro que o milagre retira tudo isto, mas nós podemos nos colocar no estado em que os milagres podem acontecer, temos que buscar este caminho. Qual é esse caminho? O caminho é o alinhamento da mente com a mente sã, ou com a nossa força espiritual. Para isso devemos estar equilibrados, corpo, mente e espírito, sendo que o espírito deve estar no centro dos nossos objetivos. Quando o espírito é colocado no centro dos objetivos ele provoca este alinhamento que pode proporcionar a revelação ou o alinhamento em que os milagres acontecem, aí estes milagres podem retirar o seu senso de carência. Mas você não precisa ficar sentado esperando os milagres acontecerem, podemos buscar este estado, entrar neste estado onde os milagres são naturais. Em um dos Princípios anteriores diz: “Os milagres são naturais. Se não estão acontecendo alguma coisa deu errado”. Então, busque o que está errado e desfaça isto, alinhe-se novamente com o espírito. O erro nos desalinha. Para isso que nós trabalhamos, com terapias, com Reiki, Renascimento, Yôga, Florais, com tudo que temos aqui para que a pessoa se dê conta que tem alguma coisa desalinhada e todas estas terapias buscam realinhar com o nosso espírito, que nos retirará o senso de carência e então a força do espírito vai nos colocar no estado de invulnerabilidade onde as intrusões não acontecerão.

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4. A mentalidade certa não deve ser confundida com a mente que conhece, porque só é aplicável à percepção certa. Tu podes ter a tua mente disposta para o que é certo ou errado e até mesmo isso está sujeito a graus, demonstrando claramente que o conhecimento não está envolvido. O termo “mentalidade certa” é usado de forma adequada como a correção para a “mentalidade errada” e se aplica ao estado mental que induz à percepção acurada. É a mente que se volta para o milagre porque cura a percepção equivocada e isso é de fato um milagre. Considerando o modo como percebes a ti mesmo.

Jorge: Vamos começar pelo final, vamos começar por onde o entender está de acordo. Como percebes a ti mesmo hoje, está certo ou está errado?

Participante: Acho que agora está certa.

Jorge: Como você se percebe ?

Participante: Estou fazendo as coisas certas, meu pensamento está correto, estou com a mente correta, voltada para o espírito que está no centro.

Jorge: Quantos por cento, mais ou menos?

Participante: 70% talvez.

Jorge: Isso significa que gradualmente você está se voltando para a mente certa. Mas de certa forma te percebes como um corpo, como um intelecto e como espírito. Qual deles te percebes sendo mais, corpo, intelecto ou espírito?

Participante: Às vezes me sinto mais um, outras vezes mais outro, é muito relativo isto.

Participante: Quando te percebes no aqui e agora, mais presente, te percebes mais espírito?

Jorge: Presente de espírito ou de corpo presente?

O que é estar de corpo e mente presente?

Uma História: Ouvi uma historinha hoje que diz assim: Uma pessoa estava passando de carro numa rodovia e deu carona para dois índios. Ele foi em alta velocidade e deixou os índios onde eles disseram que queriam ficar. Foi 1 hora e meia de viagem pela rodovia. Aí quando os índios desceram, ele foi embora, mas olhando pelo retrovisor percebeu que os índios ficaram parados do jeito que ele os deixou, sem nenhum movimento. Andou mais um pouco, reduziu a velocidade e se perguntou se talvez não fosse ali que eles queriam ficar. Lá na frente parou e ficou olhando pelo retrovisor os índios parados. Aí voltou e perguntou aos índios: Escutem, eu vi que vocês ficaram parados na beira da estrada, era aqui mesmo que querem ficar? Os índios disseram que, sim. Mas então, vocês vão ficar aí parados? Os índios disseram: Estamos esperando chegar o espírito, porque o corpo chegou antes, você andou tão rápido que o corpo chegou antes do espírito e antes que o espírito chegue nós não vamos, porque nós não vamos só de corpo. Temos que estar de corpo e espírito. O espírito tem que estar presente, estamos esperando ele.

Quantas vezes nós estamos com presença de espírito? Nas demais vezes nós podemos estar presentes mente e corpo. Como é mente e corpo. Todos os meus sensores são a nível de pensamentos, palavras e atos. Estamos aqui e não estamos, nada que eu possa estar fazendo lá fora, que eu esqueci ou que vou fazer amanhã, então não estou nem no passado nem no futuro, eu estou presente de corpo e de mente. Mas o espírito também está presente?

Participante: Não

Jorge: Existe uma ocasião que a gente só está de corpo presente, que é a “missa de corpo presente”

Participante: Quando a pessoa está de corpo e mente presente o espírito está também?

Jorge: Não. Porque você tem 3 níveis que devem estar alinhados, corpo presente a gente está naquela missa famosa de ‘corpo presente’, você deitado e todo mundo em roda chorando , a mente já foi embora. Sua mente está aqui, seus sensores físicos também, olfato, paladar, audição visão e tato, você sabe tudo o que está acontecendo aqui e a sua mente também está aqui presente, isso quer dizer que você não está nem no passado nem no futuro. Você não está se lembrando de coisas que você deixou por fazer nem que você tem que fazer amanhã. Também não está preocupada com coisas que estejam acontecendo onde você não está “como será que está lá em casa?” “Será que o pessoal está preparando tudo direitinho?” Neste caso não está presente também. Você está concentrada aqui de corpo e mente presente. O espírito presente, a presença do espírito é aquele item que faz com que você tenha uma conexão, de compreensão colocado a um nível superior.

Participante: Quando meu pai estava no hospital, naquela época eu olhava só o corpo. Atualmente, de vez em quando vou no hospital visitar um doente ou aplicar Reiki, observo que a minha presença no hospital perante o doente é diferente em relação ao que era antigamente. Ontem eu fui no hospital aplicar Reiki para uma pessoa. Enquanto eu estava aplicando Reiki, de repente, olhei para o lado e vi uma outra senhora com sondas e um monte de coisas, mas ela estava com um olhar muito fixo em mim, não falava, mas parecia que ela estava me puxando. Então, eu terminei ali e fui até esta mulher. Naquele momento eu senti que não era corpo, não era mente, mas pelo olhar dela eu senti que ela estava pedindo alguma coisa. Daí, como aprendi aqui no Curso em Milagres, olhei para cima e ofereci um milagre para ela, quando olhei o rosto dela parecia que estava rindo para mim. Naquele momento eu tive uma compreensão do espírito. Estava junto comigo uma amiga que falou com a pessoa que acompanhava esta paciente. Eu já estava em minha casa, quando esta amiga me ligou e disse que a acompanhante daquela paciente tinha lhe falado que esta gritava o tempo todo e que depois que você ficou uns 10 minutos perto dela ela dormiu.

Com esta experiência compreendi a extensão do milagre, compreendi o corpo e o espírito naquele momento, tive uma compreensão do espírito. Senti que ela estava pedindo um milagre.

Participante: Quando a pessoa tem a compreensão, ‘cai a ficha’, isto é estar de corpo, mente e espírito presente?

Jorge: A gente chama ‘caiu a ficha’ mas na verdade subiu à mente porque você se alinhou com o espírito. Na hora que a gente tem uma compreensão sobre aquilo que às vezes, está falando.

Participante: É com este objetivo que os índios usam chás de ervas e raízes?

Jorge: Acho que os índios usavam estes recursos externos para aumentar a percepção dos sensores físicos. Porque todas as histórias que conheço que utilizavam recursos esternos, alguns deles poderíamos chamar de alucionógenos, eles aumentam a percepção dos sensores físicos, apenas isto. Os índios usavam isto para irem caçar no mato. Quando eles andavam no meio da floresta aumentava a percepção dos sensores físicos, audição, visão, tato, olfato e paladar, ficariam tão sensíveis, aumentaria tanto a sensibilidade desses sensores que isso se expandiria a um nível em que eles perceberiam as cores com mais intensidade, a aproximação de qualquer animal e perigo na floresta, para eles o efeito é este. Por quê? Porque, dizem que eles já tinham um coração puro, eles não estavam envolvidos com questões capitalistas, tanto quanto nós estamos como, por exemplo, “de manutenção, de pagar aluguel, comprar geladeira, televisor, tenho que trabalhar, vou perder meu emprego”, todas estas preocupações para eles não existiam. Já estavam mais puros porque não começavam a brigar e enganar os outros para “ter uma casa melhor, uma oca de cobertura”, essas coisas assim. Eles não tinham esse senso de carência, não tinham tantos conflitos internos. Estes aditivos externos, vamos dizer assim, expandem as percepções físicas.

Agora, se eu for tomar um negócio destes que os índios tomam, primeiro eu vou ter que fazer uma limpeza física, desintoxicar, colocar tudo para fora, que me proporcionará alguns aumentos da percepção física e como diz um amigo meu, “umas viagens no astral” talvez. A nossa percepção pode, chegar a esse nível, ampliar um pouco o sonho. Acho que não tem a ver com espírito, tem a ver com os níveis da mente onde se encontram todas essas citações que devemos trabalhar com os nossos sensores com as nossas sensibilidades. Isso é a minha percepção, respeito todas as outras, é como eu percebo.

Na hora eu digo: Bahh, é isso! Você chega a entrar em êxtase. O espírito é isso. A presença do espírito é alegria, é êxtase é compreensão absoluta. Se você estiver o tempo integral assim, eu te diria que você é presença do espírito sempre. Isso a gente ainda não consegue. Conseguimos lá de vez em quando. Naquele instante que você teve a compreensão estava de corpo, mente e espírito presente, o resto do tempo a gente fica tentando chegar neste instante. A respeito de paciente e hospital, tem uma outra situação interessante.

Uma história: Antigamente os médiuns, os gurus que ficavam lá nos monastérios perdidos no meio das montanhas, eles recebiam pessoas que queriam ser discípulos e passar a viver nos monastérios, ter uma vida monástica. Eles faziam assim, marcavam com o discípulo para chegar às 7 horas da manhã, pediam pontualidade, aí o discípulo chegava e só era atendido, com sorte, naquele mesmo dia às 5 da tarde ou talvez no outro dia às 2 ou 3 horas da tarde, mais ou menos. Eles faziam isso para testar o discípulo, para saber se realmente ele estava interessado. Aqueles que não estavam, não esperavam. Então, dizem que hoje quem faz isso são os médicos, eles marcam para você estar lá às 11 horas e 40 minutos e dizem para você ser extremamente pontual, lá pelas 3 da tarde, mais ou menos, se você ainda estiver lá, está mesmo interessado na consulta, eles te atendem. Por isso chama paciente. Se for impaciente já foi embora.

Entendemos assim, como nós vemos, como nós nos percebemos. Chegamos a conclusão que a maior parte do tempo nós nos percebemos mente e corpo. Então, quando nós nos percebermos espírito estaremos no estado de êxtase e alegria o tempo inteiro e nós compreenderemos tudo. Se cair uma folha e nós estivermos com presença do espírito, nós vamos aprender com aquela folha, nós vamos entender com aquela folha. Por isso que grandes pessoas tiveram estas compreensões. Quem foi que, observando uma maçã cair, descobriu a lei da gravidade? Foi Newton. Chamamos esses momentos de estado de meditação.

Por que as pessoas meditam? Para chegar nesse estado de observação plena com toda as sua capacidade para conectar com o espírito. Newton estava naquele estado, vendo uma fruta cair ele determinou uma coisa que era óbvia, não foi ele que inventou, ela já estava aí. Tudo que existe é tão óbvio quanto a lei da gravidade. Nós por estarmos ausentes de espírito não conseguimos captar. Por quê? Porque enquanto presentes no racional a gente divide em graus, aspectos e intervalos. Só percebemos o fenômeno físico e não conseguimos ter aqueles “insites” que fazem com que a compreensão se estabeleça. Por isso nas meditações, as pessoas ficam horas meditando para ver se conseguem alinhar com o espírito, é o momento em que elas vão afastando as sensações físicas e mentais, cerebrais, para chegar naquele nível de elevação, alinhamento com o espírito e começar “cair as fichas” como falamos antes. O espírito é um grande fornecedor de fichas, é um “Bingo!” Um “Caça níqueis”, alinhou, cai a ficha!

Vamos ler novamente um uma parte do texto que estamos estudando

Participante: A mentalidade certa não deve ser confundida com a mente que conhece, porque só é aplicável à percepção certa.

Jorge: Aquela pessoa que está o tempo inteiro espírito, ela está no estado da mente que conhece . É diferente da mentalidade certa. Porque quando a pessoa está na mentalidade certa ela ainda está tentando acertar, mas na mente, porque ela ainda percebe. Perceber é diferente de conhecer. Por mais que a pessoa esteja fazendo as coisas certas. Então, ela está fazendo tudo cento para chegar ao nível do alinhamento, e quando ela chegar neste nível, ela acessa este nível que nós chamamos conhecimento. Porque o conhecimento, segundo o significado que nós damos à esta palavra, está no nível do espírito. Do nível do espírito para baixo, é sabedoria e percepção. Por que mentalidade certa? Porque ela ainda percebe. Usando a colocação da nossa ‘participante’, como ela falou anteriormente, ela está na mentalidade certa, porque ela está fazendo ‘tudo certo’ e ela acha que ela está subindo em graus no conceito do que é ‘estarmos mais espiritualizados’, está cada vez mais. Então veja, ainda está em graus. Cada vez mais é intervalos e níveis. Por mais que você esteja na mentalidade certa, ainda existem graus, você está no nível da percepção. Quando estas percepções forem chegando ao nível do conhecimento, não haverá mais graduações de nenhuma espécie, você estará no nível do conhecimento. Enquanto a mente estiver na mentalidade certa, ela não pode ser confundida com a mente que está no nível do conhecimento.

Vamos seguir na leitura do parágrafo!

Participante: Tu podes ter a tua mente disposta para o que é certo ou errado e até mesmo isso está sujeito a graus, demonstrando claramente que o conhecimento não está envolvido. O termo “mentalidade certa” é usado de forma adequada como a correção para a “mentalidade errada” e se aplica ao estado mental que induz à percepção acurada. É a mente que se volta para o milagre porque cura a percepção equivocada e isso é de fato um milagre, considerando o modo como percebes a ti mesmo.

Jorge: Está perfeito agora? Mais algum comentário?

Participante: Então, quando estamos no nível da sabedoria e da percepção estamos no nível da mente?

Jorge: Estamos no caminho. Ele diz aí, enquanto estiveres na mentalidade certa, você está curando a mentalidade errada. Quando terminar de curar a mentalidade errada, você estará então, na mente que conhece, aí não tem mais graus, nem intervalos, níveis. Você vai eliminando graus , intervalos e níveis.

Participante: Quando se chega a ter o conhecimento não tem mais retorno?

Jorge: Não, necessariamente, você pode ter o que se chama “insites”. Quando começam a “cair as fichas”, não quer dizer que não tenha mais retorno para o estado anterior em que as fichas não caíam, significa apenas que naquele momento você alcançou aquele estado. Você teve um vislumbre do que é a mentalidade certa, agora é só você trabalhar para que isto esteja cada vez mais presente com você no nível do espírito. Como se faz isto? Eu ouvi uma vez dum astronauta que deu uma entrevista na televisão, um daqueles três primeiros que pisaram no solo lunar, não me lembro o nome dele. Ele estava pintando telas, no jardim da sua casa, enquanto era entrevistado. O jornalista que o entrevistava perguntou algo como: “Você é feliz?” Ele disse: “Sim, intensamente feliz, o tempo inteiro eu sou feliz”. Ele disse ainda que, enquanto estava no espaço, teve uma compreensão, vendo aquela bola azul lá em baixo, de quão insignificante eram as querelas entre as pessoas lá em baixo, diante de todo universo, e como as pessoas brigavam por pedacinhos mais insignificantes de poder, de sabedoria ou de matéria que estava lá naquela daquela bola. Pessoas brigando por causa de pontinhos minúsculos de nada, olhando na proporção da percepção do ponto em que ele se encontrava. Então ele se deu conta que aquilo não significava nada! A partir daí ele decidiu que ele poderia ser feliz se ele não tivesse estas percepções, essas divisões. Disse que naquele momento ele se sentiu intensamente feliz, naquele instante. O instante que ele se sentiu feliz foi passageiro, mas ele não esqueceu. Quando ele chegou de volta disse: Se eu consegui ser feliz por uma fração de segundos, eu poderei ser por duas frações de segundos e ele começou a fazer assim: -Parava tudo o que estava fazendo, se posicionava e dizia: Agora eu vou ser feliz! Inspirava e expirava, olhava para o relógio e dizia: Consegui de novo! Dois centésimos de segundo eu estive feliz! Foi treinando...conseguiu chegar a um minuto de intensa felicidade. “Se eu consegui um minuto, por que não um minuto e sessenta segundos?” Então ele diz que exercitando isto, ele conseguiu ser feliz as vinte e quatro horas do dia, intensamente feliz, minuto a minuto.

Exercício da Semana: Ser feliz por um instante.

Pára tudo, inspira profundamente!

Expira suspirando ahhhhh!

O que é inspirar? Quando eu estou no estado de ‘inspiração’, eu estou inspirado, ou eu estou “in espírito”. Quando eu estou “in espírito”, eu estou em êxtase.

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5. A percepção sempre envolve um certo uso equivocado da mente, porque traz a mente à áreas de incerteza. A mente é muito ativa. Quando escolhe estar separada, escolhe perceber. Até então só tem vontade de conhecer. Depois disso, só pode escolher ambiguamente e a única saída para a ambigüidade é a percepção clara. A mente retorna à sua própria função só quando tem vontade de conhecer. Isso a coloca a serviço do espírito, onde a percepção é mudada. A mente escolhe se dividir quando escolhe fazer seus próprios níveis. Mas ela não poderia se separar inteiramente do espírito porque é do espírito que deriva todo o seu poder de fazer ou criar. Mesmo na criação equivocada a mente está afirmando a sua Fonte ou meramente deixaria de ser. Isso é impossível porque a mente pertence ao espírito que Deus criou e é, portanto, eterna.

Participante: Quando a gente morre a mente vai junto?

Jorge: A mente permanece o corpo fica. A mente é eterna, ela faz parte de uma única mente. Por isso que tem lá uma injunção, que está numa página adiante, que diz: Sede uma só mente. Que trabalha na união das mentes. Por isso quando falamos em “fragmentos”, falamos em mentes que se dividem, mas que uma é a extensão da outra, são cacos da mesma mente. Semente é algo que se reproduz e gera mais sementes, se colocarmos isso no nível dos cereais, por exemplo, mas se colocarmos no nosso nível, é igual. Tem uma mente que está dividida, porque somos todos parte de uma única mente e quando eu unificar a minha mente, coloco a minha mente no nível do espírito e, então, a minha mente estará em contato com todas as mentes que estão neste nível. Quando todos estiverem neste nível, seremos uma só mente. Então, neste nível de uma só mente, estaremos no nível da revelação de Deus. Como diz aí, a mente pertence ao espírito, mesmo estando dividida e que todo poder, mesmo quando fazemos algo errado, essa força para fazer, vem do espírito, sem espírito não há nada.

Participante: Será que compreendi certo, se eu errar, o erro é do espírito?

Jorge: Não. A força vem do espírito, até mesmo para as coisas erradas, mas o erro não é divino. O erro é a força que você direciona. É a força que você capta do espírito e direciona para fazer a coisa errada. Então, se colocarmos Deus como Pai, você coloca assim: o pai te dá uma mesada, o que você faz com o dinheiro da mesada é da tua conta. Você é filho do seu pai, isto não há como desfazer, de maneira alguma. Você é a extensão da mente do seu pai, isto está em cada célula, está registrado lá nos cromossomos (como somos) mais de l50 milhões de vezes em cada “como somos”, que é parte da sua célula. Então, somos como os nossos pais. Isto não há como desfazer. Por isto não há como desfazer a força do espírito. Agora, se você usa este dinheiro da mesada para fazer uma coisa boa ou uma coisa ruim, isso é com você. Mas todo dinheiro vem do seu pai que lhe dá a mesada. Isto não atribui o erro ao seu pai. O filho assume que fez uma coisa errada e faz a correção, o pai mostra a ele como fazer a correção do erro, para voltar a estar em paz. O Pai, neste nível da criação, não tem erros, mas a força vem Dele. Toda a força vem do espírito que é criado por Deus, para a mente que pertence ao espírito, mas o que ela faz com esta força quando ela chega , isto é da sua responsabilidade.

Participante: É o livre arbítrio?

Jorge: É o livre arbítrio. O que eu vou fazer com isso?

A criança, enquanto criança, ela não escolhe estar separada do pai ou a mãe, ela não faz nada sem perguntar para os pais. Quando ela começa a desenvolver sua própria personalidade, o que a personaliza, o que a deixa diferente dos pais, ela começa a fazer as suas próprias escolhas, quanto mais ela se coloca nas suas próprias escolhas, mais ela fica com a mente ambígua. Primeiro ela vai dizer: Será que eu fiz certo? Será que eu conto para o meu pai ou não? Aí começa o certo e errado, começa se estabelecer o livre arbítrio e a ambigüidade que só começa a ser dissolvida quando você começar a escolher a fazer as coisas certas. Isto vai te deixar em alinhamento, outra vez, com o Pai. Alinhado é, no mesmo sentido, no mesmo modo, na mesma vontade, você volta a seguir a vontade do Pai, é neste sentido.

Veja assim: O meu pai me mandou comprar sal no armazém do Sr. Fernandes, que era perto de casa. Aí eu fui com a cadernetinha, ele anotava ali, no final do mês meu pai mandava buscar a cadernetinha com a soma e pagava, funcionava assim, caderneta de crédito. Quando eu cheguei lá no armazém do Sr. Fernandes eu vi um chocolate e eu disse : “Meu pai mandou comprar, também , este chocolatinho”! O Sr. Fernandes pergunta: “Teu pai mandou?” Eu disse: “Sim”. Aí ele me deu o chocolate. Demorei para chegar em casa, tive que dar uma volta, primeiro tinha que comer o chocolate, não podia chegar em casa com restinho de chocolate. Eu sabia que no final do mês eu iria ser descoberto, mas enquanto o final do mês não chegasse, não chegasse o dia do ‘juízo final’ da prestação de contas: Ahhh! O medo! Mas aí, quando chegou lá pelo dia 15, meu pai me mandou novamente no armazém compra uma coisa, cheguei lá e pensei: Já que estou aqui, já que vou apanhar no final do mês, já que estou em pecado (entrei no estado Jaque) vou levar outro chocolate, vou apanhar igual, tanto faz um ou dois erros. Eu disse para o Sr. Fernandes: Meu pai mandou buscar mais um chocolate. Ele então me deu o chocolate. Então, o que aconteceu? Este evento começou a me separar do meu pai. Por quê? Porque antes eu chegava em casa começava a brincar perto dele, não tinha nada, eu estava alinhado com ele, tudo que ele mandava fazer eu fazia, nada dava errado. Quando eu comecei a escolher por mim mesmo as coisas começaram a dar errado, porque eu cometi o primeiro erro. Então, eu comecei a me separar do meu pai, eu já não tinha coragem de ficar perto dele. Pensava que se ficasse perto e eu olhasse para ele, ele pudesse descobrir, é melhor eu ficar mais longe. Pensava também, será que o Sr. Fernandes não falou com ele? Será que eles não se encontraram por aí? Eu olhava para ele e pensava: É melhor eu ficar mais afastado. Meu pai me observou e pensou: Esse menino andou apontando! Aí começamos uma separação mais efetiva, depois daquela, acho que não apanhei, mas uns puxões de orelha eu levei, porque aquilo era um erro. Só que o erro já estava estabelecido na mente. Comecei a ver que, eu podia a ter as coisas quando eu queria, tinha um preço a pagar posteriormente, mas eu estava querendo aquilo agora e o preço a pagar era uma possibilidade no futuro. Como a criança não entende muito o futuro, o futuro é uma coisa que não marca muito. Eu quero isso agora! Comecei a errar agora e apanhar no futuro. O erro na mente é quando acontece a primeira abertura para você tomar suas próprias decisões. A manifestação do erro não é sempre a mesma coisa. A manifestação do erro no nível físico é variável. Um dia eu comprava um chocolate, outro dia ele me mandava lá no vizinho e eu já me desviava do caminho e ia fazer uma coisa para mim, por exemplo, ia jogar bola, aí eu me atrasava. Quando eu chegava em casa ele estava brabo e perguntava por que eu demorei tanto. Para não dizer que eu fui jogar bola, eu contava uma mentira, então cada vez eu estava com mais medo, cada vez eu me afastava mais. Antes eu não tinha medo dele, eu via nele a proteção. Agora eu via nele o medo, comecei a ter medo do meu pai. Veja como isto acontece na nossa mente, começa acontecer quando nós começamos a escolher fazer as coisas por nossa conta e começamos a fazer errado.

Participante: Quando julgamos o outro estamos contribuindo para que o outro sinta medo cria um círculo. Quando nós pararmos de julgar o outro as pessoas poderão ser mais verdadeiras, não vão ter medo.

Jorge: Veja assim. A minha irmãzinha , às vezes, era mandada para fazer as coisas. Às vezes ela devorava mais para voltar. Antes de eu ter me desviado do caminho, pela primeira vez, eu nunca julguei que ela pudesse estar fazendo alguma outra coisa por conta dela que não fosse ir lá fazer o que foi mandado pelo pai e voltar para casa. Agora, quando ela começava a demorar mais eu já ficava esperando ela lá no portãozinho de casa e quando ela chegava eu dizia: Andaste fazendo uma coisa por tua conta, não é? Eu já conhecia o erro, então eu já conhecia o julgamento. Fazíamos esses jogos. Chegou o dia, era um domingo às duas horas da tarde, não tinha ninguém em casa, só estava eu, dali a um pouco chegou a minha irmã e disse: Olha, a mãe descobriu tudo! Tudo o quê? Isto é problema teu com ela, na hora em que ela chegar em casa. Aí, eu fui varrer o pátio todo, passei cera na casa, lavei as panelas, passei o domingo inteiro fazendo faxina. Quando a mãe chegou em casa, disse a ela: Olha mãe, eu fiz isso, fiz aquilo.. Que bom,, meu filho, a mãe gostou muito! Mas porque você fez isso, você andou aprontando alguma? Eu disse: Nããão!! Depois descobri que, quem aprontou alguma, foi a minha irmã para mim. Mas porque eu fiz aquilo, porque eu me impus a auto punição? A gente julgava um ao outro. Acontecia o erro, o julgamento e a condenação. Então, toda vez que eu olhar para a outra pessoa e julgar, ou seja, eu nivelo em graus, aspectos e intervalos, é um julgamento. Se eu ainda estou no nível do julgamento é porque eu sei o que é isso. É porque eu ainda estou no erro.

Participante: Como é que a gente sabe quando é um julgamento e quando é um comentário.

Jorge: Isso é fácil sabermos. Outro dia Raquel e eu fomos ali na confeitaria tomar um cafezinho. Numa mesa ao lado da nossa haviam três mulheres, das quais uma delas falava sem parar: “vocês viram que a Maria fez ...? Ela aprontou aquela...? Viu jeito que ela é..? Mas não é julgamento, só estou fazendo um comentário”. Ela já tinha julgado e condenado a Maria a 30 anos de prisão. É a mesma coisa. Se você comenta sobre graus, aspectos ou intervalos, é julgamento.

Participante: Se eu comentar com a intenção de ajudar a pessoa?

Jorge: Tem um lugar, que eu não me lembro bem o nome, que de boas intenções, está cheio. Tem um sábio que disse assim: Antes de falar você observe três condições, se é verdadeiro, se é útil e se é amável.

Uma história: Uma vez uma pessoa veio aqui vender sonhos, e eu comprei um sonho. Quando eu fui morder , vi que era um pesadelo, estava muito ruim. É um julgamento. Estava tão ruim aquele sonho e comecei a comentar com as pessoas que estavam na livraria e oferecia: Quer um pedacinho do pesadelo? Como eu não gosto de jogar comida fora, comi o pesadelo todo. No dia seguinte a pessoa veio novamente. Chegou e disse: Olá, Boa Tarde! Vai querer mais um sonho? Eu disse: Hoje não, obrigado! A pessoa notou que eu não estava muito satisfeito, tanto que ela não veio mais. As pessoas que sabiam me cobravam assim: Jorge, por que você não disse para ela? Não disse porque naquele momento, o pesadelo ainda estava entalado aqui, se eu fosse dizer qualquer coisa para ela eu não iria ser útil, verdadeiro e amável. -Ah, mas se você dissesse ela iria melhorar o seu produto, ela venderia mais, logo você teria sido útil e como o fato aconteceu mesmo, teria sido, também, verdadeiro. – Mas eu não conseguiria ser amável. Enquanto eu estiver neste estado que eu não conseguir falar isto de maneira amável, fecha a boca. No dia seguinte eu não teria conseguido, mas hoje eu diria para ela de uma maneira bem amável com esta pessoa sobre aquele assunto. Talvez com outras pessoas, ainda não esteja conseguindo ser amável, útil e verdadeiro.

Participante: Como teria sido ser verdadeiro, útil e amável, neste caso?

Jorge: Primeiro eu compraria outro sonho e diria: Espera só um pouquinho, quero saber se ele está bem gostoso. Ainda é um julgamento, ainda é. Diria então: Você pode, quem sabe, fazer um sonho mais macio? Eu gosto dele mais macio.

Participante: Estava ótimo, mas ...

Jorge: “Ótimo”, não diria, isso não seria verdadeiro. Posso dizer: Para o meu paladar o sonho está gorduroso, se você fizesse ele mais macio e menos gorduroso eu acho que eu faria uma boa propaganda para você e talvez você fosse vender bem mais.

Nós já sabemos, pelos nossos estudos, que o erro não está no sonho, está na mente de quem sonha, é ali que o erro deve ser curado. Então, não temos que julgar o sonho e sim trabalhar na mente da pessoa. Como eu não sei como fazer isto de maneira que eu possa ser verdadeiramente útil eu me coloco nesta posição: Coloco a minha mente em alinhamento com o espírito dizendo: Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil, a partir deste momento que você se coloca neste alinhamento da meditação que fazemos, você não precisa mais se preocupar com o que dizer ou o que fazer, porque Aquele que me enviou me dirigirá. Você ainda, por acréscimo vai estar contente de estar ali , sabendo que Ele está contigo,o Espírito, você vai estar inspirado naquele momento, você vai receber a inspiração, se houver algo a fazer você saberá o que fazer, se houver algo a dizer as palavras surgirão para você professá-las, de maneira que você será útil, verdadeiro e amável. Por quê? Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil, verdadeiro e útil, só falta a inspiração para ser amável. Isto virá.

Quando você quer curar a mente do outro, quando você quer curar a sua mente , você tem que aprender curando a mente do outro, como eu não sei curar a minha própria, começo curando o outro. A maneira de curar o outro é me colocar neste estado de alinhamento com o espírito. Aí a cura vai se processar no outro, eu vou ser aquele que observa como a cura acontece , então eu aprenderei a cura, uma vez que eu aprendi a cura, eu a tenho, então saberei como me curar daquele evento.

Participante: Uma vez eu fiz esta meditação numa determinada situação e deu certo, foi muito legal!

Jorge: É que a gente não se lembra de fazer, porque depois que a gente tem esta compreensão, a gente tem que lembra de praticar.

Participante: Eu estou aqui para somar e multiplicar, dividir não, é isto?

Jorge: Dividir não, e sim compartilhar! Aprender contas de compartilhar. Se tenho uma maçã e quatro pessoas, como eu facão a conta de compartilhar? Cada um dos compartilhantes fica com ¼ da maçã.

Participante: Para eu responder para uma pessoa certo ou errado...

Jorge: Uma das possibilidades é você escrever primeiro, o que quer dizer, porque quando você escreve você tem ainda oportunidade de efetuar correções, quando você fala, não tem mais. Por isso os discursos de políticos são escritos, revisados, revisados, e quando falados ainda aparecem equívocos.

Participante: Perguntei isso, porque a minha irmã costuma afirmar algo e em seguida me pergunta: Certo? E nem sempre o que ela afirma é, na minha opinião, verdadeiro, útil e amável. Aí, como eu faço?

Jorge: Neste caso eu diria: Como parece para você? Aí você devolve a pergunta. Você não precisa responder, até porque eu não sei o que é certo e o que é errado para você . Você pode dizer o que é certo, o que é errado, como você percebe isso que você está me perguntando? Assim, você leva a pessoa mesma a questionar o erro e colocar a mente dela no nível da mente certa, ela deve aprender a fazer isto. Muitas pessoas perguntam se está certo ou se está errado porque elas não querem assumir a responsabilidade do erro. Se alguém disser: Você cometeu um erro aqui. Ela dirá: Ah, eu perguntei para a minha irmã e ela disse que estava certo, a culpa é dela. Então, você começa a ensinar as pessoas a serem responsáveis pelas suas atitude. Se você tem atitudes, cure estas atitudes, ensine a outra pessoa a curar suas próprias atitudes também. É nisso que se baseia, você começa assim. Não diga para a pessoa que está certo ou errado, mas mostre de uma maneira, sem atacar, que ela sabe como processar o que está certo e o que está errado. Além disso, você não fica cúmplice dela no erro.

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6. A capacidade de perceber fez com que o corpo fosse possível, porque tens que perceber alguma coisa e com alguma coisa. É por essa razão que a percepção envolve um câmbio ou tradução que o conhecimento não necessita. A função interpretativa da percepção, uma forma distorcida de criação, então te permite interpretar o corpo como tu mesmo numa tentativa de escapar do conflito induzido por ti. O espírito, que conhece,não poderia ser reconciliado com essa perda de poder porque é incapaz de escuridão. Isso faz com que o espírito seja quase inacessível à mente e inteiramente inacessível ao corpo. Daí em diante, o espírito é percebido como uma ameaça, porque a luz abole a escuridão meramente te mostrando que ela não existe. A verdade vai sempre vencer o erro deste modo. Isso não pode ser um processo ativo de correção porque, como já enfatizei, o conhecimento não faz nada. Pode ser percebido como um atacante, mas não pode atacar. O que tu percebes como ataque é o teu próprio reconhecimento vago de que o conhecimento sempre pode ser lembrado, nunca tendo sido destruído.

Jorge: Vamos reler, agora em partes, para que possamos compreender melhor.

Participante: A capacidade de perceber fez com que o corpo fosse possível, porque tens que perceber alguma coisa e com alguma coisa.

Jorge:Tens que perceber alguma coisa e com alguma coisa. Então, no seu corpo estão os sensores da percepção, para você perceber alguma coisa. Para perceber alguma coisa, você precisa perceber com alguma coisa. Isto torna possível a idéia do corpo. Você tem um corpo com os 5 sensores para perceber corpos, se você não tivesse um corpo com os 5 sensores não poderia perceber. Então a idéia do corpo existe porque você precisa perceber alguma coisa com alguma coisa, por isso você percebe os corpos. Para perceber os corpos você precisa de um corpo. O corpo é alguma coisa. Ali só fala no nível físico.

Participante: Eu preciso do corpo como veículo, porque sou um aprendiz, neste sentido?

Jorge: Não, não pega nesse nível ainda, nesta questão que estamos colocando é só assim, apenas isto. O corpo existe porque você precisa perceber alguma coisa com alguma coisa, ou precisa de alguma coisa para perceber outra coisa. Colocamos o corpo no nível de coisa. Por exemplo, para perceber um avião que está a cima das nuvens, você precisa de outro avião. Para você perceber uma coisa que está no fundo do oceano, você precisa de um corpo que torne possível estar no fundo do oceano. Então, se você não tem um corpo que lhe permite estar no fundo do oceano, o que a mente faz? Cria, constrói um corpo que lhe possibilite estar no fundo do oceano. Para você perceber alguma coisa, precisa de uma coisa. Para perceber o que tem lá na lua você precisa de um corpo que torne possível estar lá. Isto explica a existência dos corpos.

Participante: É por essa razão que a percepção envolve um câmbio ou tradução que o conhecimento não necessita.

Jorge: No nível do conhecimento tudo é conhecido, no nível dos corpos precisa-se uma tradução, ou câmbio. O que estamos fazendo aqui? Cambiando e traduzindo percepções. Trocar informações e traduzir as informações. Estamos traduzindo este livro que já está traduzido. Veja que precisamos de câmbio e tradução, que no nível do conhecimento ou do espírito, não é necessária. Isso faz com que os corpos, para se comunicarem, precisam de câmbio e tradução. Por exemplo, você vai se comunicar com um corpo que está na China, para chegar lá você precisa fazer o câmbio e a tradução das palavras. Agora você vai se comunicar com o espírito, para a sua mente se comunicar com o espírito você vai precisar de uma tradução e de dum câmbio, no sentido da comunicação. Tanto que, se colocarmos que este livro foi uma inspiração, se nós não precisássemos de uma tradução, cada um iria ler seu livro em casa. Por que nós não conseguimos ler e interpretar sozinhos, porque precisamos do câmbio e tradução, trocar percepções até conseguirmos compreender isto, unificar esta compreensão.

Participante: A função interpretativa da percepção, uma forma distorcida de criação, então te permite interpretar o corpo como tu mesmo numa tentativa de escapar do conflito induzido por ti.

Jorge: O que a gente começa a fazer com os corpos? Você começa a interpretar o corpo como sendo você, então você se identifica com o corpo. Veja bem a trajetória da coisa:

- Primeiro você admite a existência do corpo, porque você quer se comunicar com alguma coisa e para isso você precisa de alguma coisa.

- Daqui a um pouco você tem conflito, porque você não consegue mais perceber o que é aquela coisa, que é o corpo, e você não consegue mais a conexão com o espírito.

- Depois você passa a perceber aquele corpo como sendo você mesmo. Então vamos ver, por exemplo, um piloto está num vôo a 10.000 metro de altura, aí ele recebe uma mensagem pelo rádio que diz: Quem está aí? O que o piloto diz? Aqui é o avião PT... Ele já se desqualificou como sendo piloto, que já se desqualificou como sendo espírito. Essa fragmentação, este distanciamento do espírito, é tanto maior, quanto mais nós nos fragmentamos e criamos a idéia de corpos. Daqui um pouco alguém vai telefonar para cá e perguntar: Quem está falando? Alguém vai dizer: Aqui é a livraria.

MEDITAÇÃO:
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele

me ensine a curar.

 

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