UM CURSO EM MILAGRES
05 DE MAIO DE 2004
4ª FEIRA

MEDITAÇÃO
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Jorge: Tínhamos um exercício. Alguém quer comentar?
Participante: Sim. Era, 'emergir e flutuar', defender apenas a verdade, sem usá-la
para atacar. Devidamente depurada de crenças que a envolvem, e sem atacar a verdade do outro, ainda, observar as prioridades, em ordem de importância. Seja: Família, amigos e demais grupos onde estou inserido.

Participante: Hoje estou conseguindo colocar “as pêras” em primeira ordem. Achei o exercício muito interessante, para não deixar com que as coisas descambem para um lado em excesso, e causem falta na outra ponta.

Participante: O exercício das prioridades me tocou muito. Refleti muito esta semana, avaliei muito. Uma das situações é que estou fazendo um trabalho voluntário que me chama desde o ano passado. Estou assim, buscando a compreensão. Finalmente compreendo que, claro, tenho que resolver primeiro o que está mais próximo, em casa, estas coisas estão mais próximas. Tenho impulsos de ir para um mosteiro, para um retiro, mas aqui, é que estou, aqui é que tenho que solucionar e desenvolver-me de minhas expiações. Meu ego diz: Vai lá que é mais fácil, no entanto, pode ser uma fuga. Agora sei. Continuarei fazendo meu trabalho voluntário, mas colocarei mais atenção na minha família, no grupo, nas minhas amizades, naquilo que é mais importante.

Participante: Esta estória das pêras, também bateu muito em mim. Porque sei cuidar bem da família, dos amigos, dos grupos onde estou. Eu sei disso. Mas às vezes, faço tudo ao contrário. Foi muito forte. Estou refletindo muito sobre isto.

Participante: Não tenho que me preocupar, com o que dizer, ou fazer. Assim, tenho deixado acontecer. Observo sempre o exercício, mas sem questionar muito. Vou exercitando na medida que as situações vão acontecendo.

Participante: Tenho feito os exercícios propostos. Tenho notado em mim, que tenho estado muito mais amorosa com minha mãe. Antes brigávamos muito. Eu dizia que queria santificar a mente e ela me contradizia. Agora, brincamos muito, sou mais carinhosa, ela aceita muito bem minhas mudanças.

Participante: Eu também tenho tirado proveito da participação e dos exercícios. Eu e minha mãe somos muito parecidas e brigávamos muito também. Desta vez, ficou em minha casa oito dias, brigamos somente no oitavo dia. Antes começávamos a briga no primeiro dia. Acho que estou aprendendo a perdoar e também dar mais importância ao que é mais importante.

Jorge: Qual então a pêra mais importante entre todas as pêras? A Pêra mais importante sou 'Eu' e no seu contexto, é você. Primeiro tenho de cuidar de meu eu. O trabalho que estamos desenvolvendo aqui trata disto. Primeiro eu, não no sentido de que eu quero ter. Mas sim no sentido de que eu quero 'ser'. No sentido de quero 'Não ter'. É primeiro ‘eu’ no sentido real, e inverso de posse ou de poder. Primeiro ‘eu’ no sentido de que eu tenho que desfazer meus problemas, meus conflitos, meus traumas, meus bloqueios, minhas insanidades, meu ego, utilizando para tanto o “plano de expiação”, e retornando ao amor. Agora, a família, o grupo, os amigos. Na medida e na proporção que fortaleço isto em meu eu, vou estendendo este bem estar a minha volta. Mais do que nunca, observa-se o exemplo, não o discurso. Nossa comuna se estende a partir de nós. Nós somos a viga mestra de tudo o que está a nossa volta. Não adianta iniciarmos uma construção ao redor, se no centro não construímos uma fortaleza interior. Colocaremos mais uma semana este exercício com esta nova prática. Eu sou a pêra mais importante de todas as que compõem minha estrutura social e familiar. A luz acontece no centro da lâmpada, não no seu exterior. Quando seu interior se acende, a luz se expande ao seu redor. No meu centro está o espírito. Aí deve acontecer a luz. Então sou o que tenho de mais importante. Se assim não o fizer teremos mais uma lâmpada apagada, falando de luz, na escuridão. Será mais um discurso vazio. A lâmpada acesa, não fala, não mostra, não puxa, não nada. Ilumina e pronto.

Participante: Antes então temos que chegar a este estado pleno?

Jorge: Acontece proporcionalmente. Vamos experimentar ler o livro de luz apagada. Vamos aumentar gradativamente a luz. Vemos que na proporção que a luz aumenta, a compreensão das palavras aumenta. Assim acontece a todos os que estão sob o campo iluminado. Uma leitura no escuro, não convence, nem a você, nem a ninguém.

PRINCÍPIO 30
Por reconhecerem o espírito, os milagres ajustam os níveis da percepção e os mostram em alinhamento adequado. Isso coloca o espírito no centro, onde ele pode comunicar-se diretamente.


Participante: Quando fizermos as coisas com amor, com o coração, isto quer dizer que o Espírito esta no centro?

Jorge: Quando o Espírito estiver no centro posso comunicar diretamente com o Espírito Santo. Então tudo o que eu precisar vai acontecer.
Somente para rever: Quando falamos em bens materiais, na sua posse, e nos meios que envolvem a posse, colocamos a mão no bolso da calça. Quando falamos do intelecto, colocamos a mão na cabeça. Quando falamos de amor, colocamos a mão no centro do peito. O Espírito é amor. O Espírito é o centro. Este é o alinhamento correto. Quando vemos a imagem de Jesus com o coração bem grande no centro, a imagem de Maria com o coração bem grande no centro, simboliza isto. Que no centro do peito, no centro de nosso objetivo, de nossa existência, está o desenvolvimento do amor. O coração é símbolo do amor. Representa a força espiritual, daqueles que colocaram o amor como prioridade. O coração é simbólico. Então podemos compreender agora, o porquê do coração daquele tamanho do lado de fora, no centro do peito. Simboliza o amor. Emite raios de luz em todo o seu contorno. Embeleza fisicamente. Amoriza as expressões. O alinhamento coloca os três níveis alinhados. Isto é: nenhum deve ser excluído. No entanto o Espírito deve ser priorizado. Então não podemos negar o desenvolvimento intelectual, nem tampouco o material.
O alinhamento ocorre às vezes assim:
Vou desenvolver o intelecto fazendo mais um curso para ganhar mais dinheiro. Vou ganhar mais dinheiro para poder fazer mais cursos e desenvolver mais o intelecto, e ganhar mais dinheiro... Vejam que fazemos a ponte físico-intelecto, e negamos o Espírito. Assim, não devemos negar a matéria. Devemos parar de negar o Espírito. Acumulamos nas duas pontas, e deixamos o centro vazio. Se em algum momento o desenvolvimento material ou intelectual se tornar impossível com a idade, por exemplo, você não é mais nada! O centro está vazio. Nada foi feito por Ele. Então acontece a depressão, e demais insanidades.O centro de desenvolver foi para 'ter', não para 'Ser'. Em diferentes ordens religiosas, afirmam, 'Busca primeiro o Reino de Deus', tudo o mais te será dado por acréscimo. O alinhamento produz comunicação direta com o Espírito. O Espírito esta no alto. Somente quem está no alto pode auxiliar quem está dirigindo no trânsito intenso abaixo. No nível horizontal a vista alcança poucos metros adiante. No nível vertical, o alcance é ilimitado, e a possibilidade de dirigir também. Assim, o Espírito, por estar no alto pode orientar corretamente para o seu desenvolvimento, prosperidade, e ascensão. Fique alinhado, esteja ligado. Veja o exemplo das comunicações via satélites.Temos que investir nisto. Temos que investir o intelecto, e o físico nisto também, por mais que estejamos educados para investir em terras, e em tudo que está depositado na terra. Temos que mudar a percepção. É também a idéia do dízimo, e dar dez por cento do seu tempo, do resultado do seu desenvolvimento intelectual e do resultante de seu trabalho material, para investimento no desenvolvimento Espiritual.
A semana tem 168 horas. Dez por cento de 168horas é cerca de 16 horas. Mais ou menos a disponibilidade de tempo do sábado à tarde e domingo. No curso em milagres, temos duas horas por semana. Podemos dedicar mais quatorze horas com demais atividades e estaremos já bem encaminhados. A idéia é de que para estar fortalecido o tempo todo, devemos dedicar dez por cento ao restabelecimento da energia. Uma refeição normal alimenta por cerca de quatro horas nosso físico. Temos que calcular o tempo para reabastecimento. E quanto tempo disponibilizamos para uma refeição, e sua assimilação?

Participante: E daria para nós fazermos retiro constante e nos dedicarmos somente a isto o tempo todo?

Jorge: Precisamos um tempo apara assimilação. Assim como no alimento físico. Pedro veio me dizer que estava reclamando com Deus, por que tinha se proposto a se dedicar integralmente ao Espírito, mas não tinha dinheiro suficiente para comprar tudo que queria. Então disse: Vai devagar.-Se estivesses com fome e pedisse tudo o que querias num
dia só o que aconteceria? O tempo está a nossa disposição somente para esta finalidade.
-Iluminar-se em um dia só?

Uma história: Prachanto diz: O Sapo resolveu se iluminar. Em uma noite comeu todos os vaga-lumes do bosque. Como resultado, o bosque ficou mais escuro, o sapo não se iluminou, e teve uma grande disenteria.
O percentual de dez por cento parece correto. Se dedicarmos dez por cento ao Espírito e colocarmos nos outros noventa por cento, o Espírito como prioridade, tudo vai acontecer melhor.

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3.A mente que questiona se percebe no tempo e, portanto, olha procurando respostas futuras. A mente fechada acredita que o futuro e o presente serão o mesmo. Isso estabelece um estado aparentemente estável, que é usualmente uma tentativa de contrapor-se a um medo subreptício de que o futuro venha a ser pior do que o presente. Esse medo inibe inteiramente a tendência a questionar.

Jorge:
Se entendi bem, já estou fazendo. Estou me colocando sempre no
presente, sem querer antever o futuro, sem me ligar muito ao passado.Subreptício é o medo escondido. Medo de que o futuro possa ser pior do que o presente, então ignora este medo, dizendo que o presente e o futuro são iguais.

Participante: Mente fechada seria a mente inteira?

Jorge: Não, percebo que é quando fecha para não ver nada. Abrir a mente para questionar o que realmente tem valor. A mente aberta se percebe no tempo, e usa o tempo para sua evolução continua no plano da expiação, até alcançar a sanidade. A mente fechada não se dá conta de que o tempo está passando, fecha questão em que o presente e o futuro são a mesma coisa, não investindo nada em seu Espírito. Pará-quedas e a mente sá funcionam quando abertos. Quando a mente está fechada, a pessoa é convidada a participar de um trabalho para rever as questões pendentes e promover o perdão, a reconciliação, a expiação, assim como fazemos no 'Renascimento', de acordo com o principio 13, então a mente fechada diz:
‘Para mim está muito bom como estou. Não vou mexer nisto. Não estou preparado. Isto não é para mim. Serve para monges, religiosos, para mim está bom assim’. É o medo subreptício que encobre a culpa, espelhando o medo que o que está escondido, não deve ser mexido. Eu estou muito bem. O que passou, passou, não se mexe. O meu futuro vai ser igual. Não me percebo no tempo. Não vou envelhecer, não vou adoecer, não vou precisar de ninguém, por isto não preciso fazer nada agora. Porque estou investindo em plano de saúde, em seguro, em imóveis, na bolsa, etc... E nada pode alterar minha condição favorável,
tal como está agora, no futuro. Ao invés de resolver o passado, esconder o passado.
Ao invés de dissolver o passado, esquecer o passado. Esquecer, esconder, não é dissolver, não é resolver. Por esta razão devemos revolver.

Participante: Então a mente fechada, está fechada para a expiação por medo? Não podemos também estar com a mente fechada para outras possibilidades além do Curso que estamos fazendo?

Jorge: Este é Um Curso Em Milagres. É um instrumento entre milhares de outros. Permaneça com a mente aberta para todas as possibilidades que podem levar ao caminho certo. Por esta razão o título é 'Um', não é 'O'. Assim já deixa aberto. Mesmo ao Curso, diferentes interpretações podem acontecer, de acordo com a freqüência das pessoas que o freqüentam. Assim, em diferentes ocasiões podem acontecer diferentes compreensões. A intenção é estudarmos em grupo até unificar a compreensão, então teremos alcançado a unidade em pequena escala. Esta unidade será fortalecida à medida que a estendermos. No entanto, todos os instrumentos podem servir como veículo de ascensão. Assim, o aprendiz permanece em um grupo, enquanto está adquirindo compreensões. No momento em que isto não acontece mais, e mesmo assim, insiste em ficar, mesmo sem compreender nada, a mente está fechada na crença, embora não esteja mais acontecendo aprendizado. Esta na hora de abrir a mente com novo instrumento, de buscar outros caminhos, outras possibilidades. O que não significa que o instrumento deixou de ser bom. Quer dizer que o instrumento não está mais útil para mim.O veículo utilizado não desqualifica o viajante que continua a viagem.

Participante: Então as coisas materiais são necessárias para a construção de nossa ascensão?

Jorge: Sim, servem para pagar o pedágio. Ou como disse Jesus, 'Dai a Cezar o que é de Cezar'. Veja, outro dia Silvia disse: Queria tanto comprar este livro.
Porque não o compra? Perguntei. Agora não, primeiro quero trocar de carro, depois de casa, depois comprar um vestido novo, depois...
Quando chegar a São Pedro e perguntar a você quem é, o que vai dizer?
‘Sou aquela que comprou um carro novo, um vestido, e pintei a casa’. Por isto é tão importante o Espírito estar no centro de nossa prioridade. Posso compreender o medo subreptício. Adão quando saiu do paraíso fez a primeira mudança. A partir daí, teve que ganhar o pão com o suor de seu rosto, pagar aluguel, luz, telefone, transporte, impostos, taxas, tributos, comfins, afins , sem-fins, e sem fim. Visto assim, nós que dele descendemos, ou que a partir daí descemos, temos medo de qualquer mudança, por que o medo subreptício assinala de que mudanças podem ser para pior. Ficamos então estagnados, inibidos de questionar, mesmo que seja para o paraíso. 'Em time que está bem, não se mexe'. O medo de mexer, faz com que tenhamos medo de mexer no dinheiro da poupança, mesmo que seja para comprar comida hoje. Carlos queria ganhar mais, ganha 499,00. Teve uma proposta para ganhar 2000,00. Está com medo de mudar de emprego, porque tem medo de que o emprego novo possa ser pior.Mas que medo é este que temos de mudanças? Que mente fechada temos que tem dificuldade de abrir para a prosperidade material, mental, Espiritual?

Participante: Mas não é para menos, porque já tem a tal estória do paraíso. Tem a estória de nove meses de “bem bom” na gestação, e quando saímos, entramos bem. Por que agora teremos que ganhar o pão, o aluguel, etc...

Participante: É, tenho um amigo que não quer fazer renascimento, para não mexer em nada. Foi fazer uma terapia, para dormir melhor e agora ficou pior, porque lembra de seus erros, que não quer desfazer. Disse então que é melhor tomar remédios para dormir, mesmo com os efeitos colaterais.

Jorge: Sim, os remédios inibem o sintoma, não curam a causa. A causa que tentamos esquecer e esconder de nós mesmos para não desfazer com o perdão. A causa está escondida na mente, que fechamos para não entrar luz e então não percebemos a sujeira acumulada. Ao abrir a mente para a limpeza, percebe-se o que tem de ser limpo. Então corremos e a
fechamos outra vez! Antes eu não tinha medo, agora tenho, não tinha medo porque não via sujeira e os bichos que ali se criam, agora que abri a mente e está entrando luz tenho medo do que vejo. Alguém aí apague a luz. 'Criança tem medo do escuro. Adulto tem medo da luz'.
Em geografia, depressão é um buraco no solo. Pessoas em depressão estão com falta de luz e com medo do que estão vendo no escuro de si mesmas, têm medo do escuro e têm medo de mudar. Melhor solução é ficar dopada para a luz.

Participante: Esta escuridão é o ego? A mente fechada, não quer sair do estado do ego. Mas o que a mente aberta questiona?

Jorge: A mente aberta questiona o tempo e os investimentos no tempo. Procura
respostas no futuro e dá-se conta que não tem nada aí. Então centra suas prioridades em mudanças para alinhar o Espírito no centro.

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4. A visão verdadeira é a percepção natural da vista espiritual, mas ainda é uma correção ao invés de um fato. A vista espiritual é simbólica e, portanto, não é um instrumento para o conhecimento. Contudo, é um meio de percepção certa, que a traz ao domínio próprio do milagre. Uma ‘visão de Deus’ seria mais um milagre do que uma revelação. O fato de que a percepção esteja envolvida nisso, de qualquer maneira, remove a experiência da esfera do conhecimento. É por isso que as visões, por mais santas que sejam, não duram.

Participante:
Não sei o que seria uma visão. Talvez aconteça num milagre, mas indica que ainda é uma correção da percepção, ainda não é o fato. Então, talvez seja mais um estágio para alcançar o conhecimento.Penso então que quando se recebe um milagre, nossa consciência esteja em estado elevado, o que torna possível a visão. No entanto não dura,
porque saímos deste estado. Ainda não experimentei isto.

Jorge: Sim, a vista física percebe de maneira invertida. A vista espiritual percebe de maneira correta. Mas ainda é uma percepção porque a visão não é duradoura. O conhecimento, pode ser associado ao nível da eternidade. Isto está além das percepções, é uma linha contínua.

Participante: Seria talvez porque estamos no nível material, que a visão por não estar neste nível não permanece?

Jorge: Sim. Retornamos a este nível porque ainda temos investimentos neste nível material. Uma pessoa totalmente sã, que já não está mais presa a investimentos materiais, mesmo estando aqui, pode viver neste estado contínuo ao qual chamamos eternidade.

Participante: Morrer então não significa nada?

Jorge: À medida que vai graduando a intensidade de luz para mais, vai percebendo com mais clareza a realidade. Até o momento em que o ambiente está limpo, em que a consciência esta limpa, flutua além das prisões materiais. Então significa que foi mudando suas programações, suas crenças, e desfazendo equívocos. Um cristão ao morrer não muda sua crença. Um Budista ao morrer não muda sua crença. Ambos procurarão perceber o que acreditavam em sua existência. Procurarão o céu Budista, ou o céu Cristão.

Participante:Qual a diferença entre vivencia e conhecimento?

Jorge: O mesmo que sabedoria e conhecimento. O cego sabe que o céu é azul, mas não conhece. Nem o céu, nem o azul. Você sabe que o planeta marte é vermelho e que os marcianos são verdes. Mas você conhece o planeta? Mas você conhece os marcianos? E se você conhece um marciano, significa que conhece todos? Ou significa que conhece um?
Um não é o todo. É parte de um todo. O Conhecimento não é parcial, é total. Assim, saber é parcial. Conhecer é total.

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5. A Bíblia te diz para ‘Conhecer- te a ti mesmo’ ou teres certeza. A certeza é sempre de Deus. Quando tu amas alguém o percebeste como é , e isso faz com que seja possível para ti conhecê-lo. Até que o percebas como é pela primeira vez, não podes conhecê-lo. Enquanto fizeres perguntas a seu respeito, estás claramente inferindo que não conheces a Deus. Certeza não requer ação. Quando dizes que estás agindo com base no conhecimento, estás realmente confundindo conhecimento com percepção. O conhecimento provê a força para o pensamento criativo, mas não para fazer as coisas certas. A percepção, os milagres e o fazer estão intimamente relacionados. O conhecimento é o resultado da revelação e só induz ao pensamento. Mesmo em sua forma mais espiritualizada, a percepção envolve o corpo. O conhecimento vem do altar interior e é intemporal porque involve certeza. Perceber a verdade não é o mesmo que conhecê-la.

Jorge: Percebo que a comunicação está bloqueada, por que estamos no mundo das
percepções, e Deus, no mundo do conhecimento. Por isto precisamos da mediação do Espírito Santo. Para mim está bem explicado. Alguém mais quer comentar? Vamos ler mais um parágrafo.

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6. A percepção certa é necessária antes que Deus possa Se comunicar diretamente com os Seus altares, os quais Ele estabeleceu em Seus Filhos. Lá Ele pode comunicar a Sua certeza e o Seu conhecimento trará paz sem questionamentos. Deus não é um estranho para Seus Filhos e Seus Filhos não são estranhos uns para com os outros. O conhecimento precedeu tanto a percepção quanto o tempo e irá, em última instância, substituí-los. Esse é o significado real de ‘Alfa e Omega o princípio e o fim’ e ‘Antes que Abraão existisse Eu sou’. A percepção pode e tem que ser estabilizada, mas o conhecimento é estável. ‘Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos’ vem a ser ‘Conhece a Deus e aceita a Sua certeza.’


Participante:
Me parece que aqui, reinterpreta o antigo testamento, onde diz: 'Teme
a Deus, e guarda os seus mandamentos'. Para que não tenhamos mais medo
de Deus. Saímos do conhecimento para a percepção e devemos retornar ao
conhecimento.

Participante: Este parágrafo é longo. Falou aqui em Alfa e Omega. me perdi um pouquinho nisto.

Jorge: Veja: o conhecimento precedeu o tempo, e em última instância irá
substituí-lo. Alfa e omega, antes e depois, princípio e fim. O principio é o fim. No fim, voltamos ao princípio. Visualize uma linha contínua de aqui até São Paulo. Acontece um desvio no caminho e saio da linha contínua. Saio fora, e passo a perceber somente o que está a minha volta. Então para me proteger do desconhecido, pois que não estou na linha do conhecimento, construo proteções, e lanço aí investimentos. Então fico um tempo perdido fora da linha do conhecimento, no desconhecido. O tempo em que estou fora, é o que chamamos justamente de 'O Tempo'. Tempo em que por estar em desconhecimento, ativo minhas percepções, defesas e ataques. Quando retorno a linha contínua e conhecida, linha portanto do conhecimento, o medo termina, não são necessárias defesas, nem ataques,
posso relaxar as percepções. Alfa é o momento em que saí da linha. Omega o momento em que retornei. Assim, Alfa e Omega é a mesma linha contínua da eternidade ou do
conhecimento.

Participante:Como no parágrafo anterior disse que temos medo de sair do tempo em que estamos perdidos, porque achamos que é tudo uma coisa só?

Jorge: Sim, quando estou perdido, e consigo construir uma casa à beira do abismo, passa a representar segurança. Então não quero que mude nada. Sair por aí pode ser pior.
Então não queremos voltar à linha contínua e chegar a São Paulo. Temos medo de encontrar com São Pedro.
Por falar nisto, alguém aí quer ir para São Pedro?
-Agora não.
-Prefiro São Paulo. Eu quero, mas só quando morrer ninguém quer mesmo ir para São Pedro. Ninguém quer retornar à linha contínua.

Uma história: O pregador pergunta aos fiéis. Quem quer ir para o céu, levanta a mão.
Todos levantam, menos um. Desconfiados, os fiéis olham ao pregador com ar de ponto de interrogação. Ele pergunta de novo: Quem quer ir para o céu levanta a mão. Outra vez todos levantam, menos um. Percebendo o perigo da perda de fiéis, o pregador dirige-se diretamente à
pessoa e a interroga:
-Tu não queres ir para o céu quando morrer?
-Ah, bom! Quando eu morrer eu quero. É que pensei que estavam arranjando uma excursão para ir agora!
Assim projetamos nosso medo sempre mais adiante. Para finalmente projetar no dia da morte. Onde acreditamos que chegaremos à linha contínua da eternidade. No entanto já estamos na eternidade. Apenas não conseguimos perceber, porque a eternidade não é perceptível aos nossos sensores físicos. Por isto, começamos a valorizar muito o que estamos percebendo, em detrimento do conhecimento que fica esquecido em uma lembrança do paraíso. Embora todo mundo saiba que o tempo é temporário, ninguém quer sair.

Participante: Sempre queremos mais tempo para investir mais um pouquinho no banco. Esta linha do tempo existe somente enquanto estamos aqui?

Jorge: Me parece que sim. Quando uma pessoa começa a desligar os neurônios, que ligam a mente no cérebro o sentido de tempo e espaço, perde a noção de tempo e espaço, não consegue mais saber onde está situada no mapa e nem que dia está, e que horas são. Costumamos dizer que esta pessoa está mais prá lá do que prá cá.

Participante: Está mais para São Pedro do que para São Paulo?

Jorge: Isto, isto, isto!!!

Participante: Então doentes mentais podem estar fora das percepções do tempo, assim como os loucos, as crianças, os idosos, os altistas...

Participante:Como saberemos? Se o louco está certo, ou se o certo está louco?

Jorge:
Veja a pessoa que está com o chamado 'Bem de Alzeimer' está se desligando do tempo e espaço. Perde a noção de tais ítens porque estão se desativando no cérebro os neurônios que interligam esta percepção que inicia na infância a se fortalecer. Esta pessoa já está saindo fora do tempo, fora do espaço. Mais para São Pedro que São Paulo.

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7. Se atacas o erro em outra pessoa, tu te ferirás. Não podes conhecer o teu irmão quando o atacas. O ataque sempre é feito contra um estranho. Tu fazes dele um estranho porque o percebes equivocadamente e assim não podes conhecê-lo. Tu o temes porque fizeste dele um estranho. Percebe-o corretamente de modo que possas conhecê-lo. Não há estranhos na criação de Deus. Para criares como Ele criou, só podes criar o que conheces e, portanto, aceitas como teu. Deus conhece Suas crianças com perfeita certeza. Ele as criou por conhecê-las. Ele as reconhece perfeitamente. Quando elas não se reconhecem umas às outras, não reconhecem a Ele.

Participante:
O que compreendo é que devemos ver o outro com perfeição e sem percepção. A percepção vê a aparência do templo. A perfeição vê o altar.

Participante: Quando percebo o erro, estou me ferindo porque sei que estou vendo errado e sinto culpa por isto. Vejo o outro diferente de mim, no corpo, nas aparências, e nas atitudes. Devo então ficar vigilante e orar para ver meu irmão com perfeição.

Jorge:
Quando nos referimos a outra pessoa, o fazemos muito olhando a aparência. Conheço a Joana. Ela tem cabelos louros, nariz cor de rosa, orelhas amarelas... Ora, isto não é conhecer. Então utilizamos a aparência para atacar. Ei, Nariz Azul!!! Aonde vai? E por aí em diante. Quando estamos falando no telefone sem conhecer a pessoa, ainda temos
a percepção da voz. Um relacionamento por telefone pode ser muito bom,
até se perceberem pessoalmente e ver que um não é o que o outro pensou
que era. Assim, a percepção nos afasta, nos separa. Então, utilizamos a percepção para atacar. E se não ver agora, vai ver daqui a três anos. Quando a paixão enfraquecer e como dizem ‘ a paixão é cega’. É cega, porque no namoro não percebemos os defeitos, ou não queremos ver. Por isto em uma palestra o pregador dizia:
'Antes de casar, abra bem os dois olhos. Depois de casar feche um e o outro metade.’ Eis que fazemos o contrário. Antes deixamos passar tudo, depois de casar queremos abrir bem os olhos e ver tudo.

Exercício da semana: A pêra principal sou eu.
Emergir e flutuar.
Defender minha verdade, apenas isto.

MEDITAÇÃO
Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
Me ensine a curar.

 

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