UM CURSO EM MILAGRES
18 DE AGOSTO DE 2004
4ª FEIRA

Jorge: Vamos fechar, um pouquinho, os olhos, silenciar os movimentos, vamos liberar a nossa mente, a mente livre para o aprendizado. Aquilo que já sabemos não precisamos mais aprender, temos que estar dispostos a aprender o novo, a cada momento. A cada novo, um novo obstáculo, uma nova resistência. Liberar a nossa mente para o novo.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

Exercício da semana passada: Falar apenas o que é verdadeiro, útil e amável (UVA).

Participante: Enquanto eu ficava analisando se aquilo que eu queria falar era verdadeiro, útil e amável, me dava tempo para repensar. Muitas vezes concluía que não era o momento. Na maior parte das vezes não era amável o que eu queria dizer.

Participante: Foi muito bom. Falei bem menos esta semana, porque lembrava do exercício.

Participante: Pela minha profissão eu já tenho que ser um “orelhão”, agora, com este exercício fico um “orelhão” ainda maior e a boca cada vez mais fechada.

Princípio 45
Um milagre nunca se perde. Pode tocar muitas pessoas que nem mesmo encontraste e produzir mudanças nunca sonhadas em situações das quais nem mesmo estás ciente.

Participante: Uma vez eu estava num ônibus e encontrei uma senhora e percebi nela algumas dificuldades físicas. Perguntei a ela se ela aceitaria um milagre se eu oferecesse um, ela respondeu: ‘sim, vindo do coração vai me fazer bem!’ Então, eu ofereci um milagre. Não fiquei sabendo mais nada sobre ela.

Participante: Não direciono o milagre, ofereço o milagre ao Espírito Santo (Vertical) para o Jorge e não de mim (horizontal) para o Jorge. Ofereço ao Espírito Santo para que Ele favoreça tal pessoa, não é eu que vou decidir o que a pessoa está necessitando. Gostaria duma compreensão melhor sobre a frase: ‘Pode tocar muitas pessoas que nem mesmo encontraste’ . Como eu faço isto, até agora eu só ofereci milagres para quem eu tinha uma referência.

Jorge: Vou contar uma historinha!

Uma história: Um dia eu estava andando na cidade de Natal e pisei numa lajota falsa, ela afundou e torci o pé. Eu morava num pequeno hotel que chamava Hotel Caicó. Comecei a mancar, sentia dor, aproximadamente 10 horas da manhã. Quando eu cheguei no hotel, por volta das 6 horas da tarde eu já não estava conseguindo colocar o pé no chão. Aí o dono do hotel que era muito simpático disse: “Jorge, vamos lá numa costureira, ela resolve isso para você”. Eu pensei: “O que? Costureira? Com o avanço da medicina, com a moderna medicina que temos, com RX etc.eu vou em costureira, isso é um atraso”, eu não disse, mas pensei. Costureira é a mesma coisa que benzedeira. Então eu fui numa clínica tirar RX, a resposta era: não tem nada quebrado! Eu pensava: Não é possível, meu pé estava muito inchado, doía muito e não conseguia colocá-lo no chão. Fui noutra clínica e a resposta foi a mesma: não tem nada quebrado. Eu não me convenci disso, achava que tinha que ter algum osso quebrado. O dono do hotel sempre dizendo: “Jorge, vamos numa costureira”. Eu dizia: “Que costureira, que nada”. O atendente do hotel foi diversas vezes na farmácia comprar os remédios para colocar no pé. Nada resolvia. Não tinha mais para onde eu ir, já tinha ido a todas as clínicas. Aí, o motorista de táxi que estava ali no ponto, disse, tem um lugar que você ainda não foi, é um pequeno hospital, bem simples, num bairro. Tomei aquele táxi mesmo e fui, cheguei lá e o médico me atendeu, pediu que tirasse o RX e aguardasse o resultado. Depois me chamou na sala e disse: Não tem nada quebrado, deve ter sido uma torção, eu vou te ensinar uma coisa, você faz em casa, mas não conta pra ninguém que foi um médico que te ensinou: Antes de dormir você pega água fervente, sal e vinagre, põe numa bacia, molha um pano nesta água e vai colocando, mais quente que você agüentar, em volta do pé. Vai fazendo isso, molha o pano na água quente com sal e vinagre e põe o pano em volta do pé, depois você enrola o pé com um pano seco e vai dormir. Eu disse: Ah, tá, pode deixar eu nunca vou contar para ninguém.

Sai daí e pensei: Era só o que me faltava! Cheguei no hotel fazendo chacota do médico. O dono do hotel perguntou: “e daí, resolveu ou resolveu ir na costureira?” Eu disse: “’Pois é, sabe o que o médico me disse? Ele disse que eu tinha que colocar sal, vinagre, só não mandou colocar tomates, cebolinhas, seria um tempero a mais para virar uma salada”. Aí o cara não falou nada. Isso era talvez umas 5 horas da tarde. Quando eu fui dormir, mais ou menos às 9 e meia da noite, entrei no quarto, logo alguém bateu na porta, era o dono do hotel e o porteiro com uma bacia, com uma chaleirona com água quente, com sal e vinagre com um monte de panos e disse: “viemos fazer a receita do médico”. Eu não tive como recusar, porque isso seria uma desfeita muito grande para ele. Então eu disse: “Tá bom! Que bom! Obrigado!” Mas eu não queria fazer. Ele pegou meu pé, aplicou o pano molhado na água quente com sal e vinagre e quando terminou enrolou o pé num pano seco e disse: “agora pode ir dormir”.Eu fui, não tinha escolha, eles me colocaram numa situação que não tinha como dizer não, eu não queria fazer aquilo de jeito nenhum, mas fizeram aquilo com tanta presteza, tanto amor que não tinha como recusar. No outro dia pela manhã eu levantei e fui tomar banho, quando estava em baixo do chuveiro, eu digo: Ué! O pé estava bom! Aí me dei conta que eu já tinha levantado, caminhado. Logo depois do banho fui na portaria mostrar para eles, que estavam me esperando com um sorriso desse tamanho.

Eu já ensinei isso para muitas pessoas. Tenho transmitido isto a toda pessoa que sei que torceu o pé, a grande maioria não acredita e vai no médico.

Nós lemos anteriormente um dos princípios que diz: ‘que milagre é um serviço prestado de irmão para irmão, daquele que tem mais amor, no momento, para aquele que tem menos amor.
O que este médico do hospital me prestou? Um serviço! É assim que os milagres acontecem! Não cai nada dos céus, os milagres são naturais. Quando alguém precisa dum milagre, aparece alguém para oferecer aquilo que está precisando.
Como eu disse outro dia, milagre é quando você está com sede e aparece alguém vendendo água, não precisa cair uma garrafa de água do céu. Mas se aparecer alguém no decerto vendendo água, você vai dizer: ‘Mas que milagre o cara aqui vendendo água!’

Milagre é um serviço e é natural, porque para a pessoa que estava vendendo água é natural ele vender água, para ele não é nenhum milagre estar vendendo água, assim como para este médico não foi nenhum milagre ele estar lá, mas para mim foi. Antes disto eu já tinha passado lá na estátua do padre Cícero e pedi um milagre para melhorar o meu pé. Eu pedi. O padre Cícero fez o meu pé desinchar de uma hora para outra? Não! Ele mandou alguém dizer para mim, porque lá estava a pessoa que sabia me dizer o que fazer para que a coisa acontecesse. Depois eu fiquei debochando e o dono do hotel ficou me esperando para me prestar o serviço. Veja, quantas pessoas o padre Cícero teve que envolver para que eu pudesse receber o milagre, porque eu não estava aceitando receber. Recusei a idéia de ir na ‘costureira’. Teve que acontecer todo um caminho, um vai e diz pra ele ir no médico, tem o médico, o dono do hotel, junto com o seu secretário, tem que ficar esperando.

O milagre funciona assim: Ele pode chegar a lugares que você jamais pensou e favorecer pessoas que você nunca conheceu . Não é que você vai oferecer milagre para quem você nunca viu, num lugar que você jamais imaginou! Ele não disse que você vai oferecer um milagre neste sentido, ele disse aonde o milagre alcança. Este médico, o dono do hotel, o secretário e o motorista do táxi que veio me dizer para fazer mais esta tentativa de ir para este hospital, eles jamais imaginaram que este serviço que eles me prestaram, seria tão propagado. Quantas pessoas que acreditaram e fizeram e não tiveram que engessar o pé e tiveram uma cura milagrosa, rápida, propagaram para outras tantas pessoas que nem eu jamais possa imaginar. De repente tem alguém lá na China falando para alguém ‘olha uma vez uma pessoa lá da Nova Era me falou...’. Na verdade não fui eu.
É assim que o milagre se estende de irmão para irmão. O milagre é um serviço.

Como é que funciona? Ele tem que ser oferecido de alguém para alguém. Quando alguém está precisando de uma coisa e você tem aquilo para oferecer, pra você pode ser natural, mas para o outro pode ser um milagre. Era o milagre que eu queria, que aparecesse alguém para consertar este aparelho que está quebrado. Você aprendeu a fazer aquilo, agora você estende para o outro, o outro para o outro, ....., então forma uma corrente de milagres.

Isto que nós estamos aprendendo aqui também. De repente você está num lugar distante e vem uma pessoa que está precisando compreender alguma coisa, você vai lá e diz para a pessoa e ela consegue compreender e sair duma situação.

O milagre não se perde nunca, não termina, é inesgotável, porque ele vai ser estendido, estendido, estendido... Sempre que alguém quiser um milagre, vai ter mais uma pessoa para poder proporcionar aquilo. É como nós começássemos a entender, por exemplo: A Fátima aprendeu a fazer Reflexologia e ela está disposta a ensinar isto para outras pessoas que querem aprender . O que vai acontecer? Vai se formando uma corrente , de maneiras que daqui a pouco, todas as pessoas que estão no grupo, que têm interesse e aptidão para isto, aprendem e ensinam para outras e estas para outras...

Participante: Por que para algumas pessoas funciona e para outras não?

Jorge: É porque às vezes a pessoa procura, mas não quer a cura. É o que eu estava fazendo, eu estava procurando, mas não queria a cura. Por que? Porque eu procurei nas clínicas de fratura, mas lá não era o lugar onde estava a cura, eles diziam: não tem nenhuma fratura, não podemos fazer nada! A cura estava onde o dono do hotel dizia: na curandeira, ou ‘costureira’, ou benzedeira. Mas este tipo de cura eu não aceitava. Entrou o conflito, mas aceitei, porque eu pedi um milagre. Eu só não compreendia que o milagre vem pela mão de alguém.

O Curso em Milagres nos ensina também que nós não temos que agradecer a Deus. É assim: Eu peço a Deus uma coisa e o Luiz vem e traz para mim. Então eu ignoro o Luiz e agradeço a Deus. Se pedimos um milagre, o milagre veio a partir de Deus, pedi por intermédio do Padre Cícero, mas veio de Deus, então eu tenho que agradecer a Deus? Não, tenho que agradecer às pessoas que me trouxeram. Se Deus está em todos, quando eu agradeço à pessoa que me trouxe, é o agradecimento que Deus deseja. O padre Cícero está se importando se ele vai ganhar uma vela, ele precisa de vela? Não! Agora na minha mente pode estar aberto, se eu prometi uma vela e não paguei.

O Santo não cobra promessa de ninguém, para o Santo não fica nada em aberto , porque o santo tem a mente santa, inteira, integra, não tem divisões. Se eu disser para o padre Cícero que ‘dou uma vela deste tamanho se você fizer o meu pé melhorar’. E se ele disser ‘Está bem, teu pé vai melhorar, mas depois vais ter que me pagar a vela!” O que aconteceu? Dividiu a mente do Santo. Se a mente está dividida, deixou de ser Santo naquela hora. Santo é são ou íntegro ou inteiro.

Então, o Santo não precisa de vela, mas eu preciso pagar. Como o Santo não precisa de vela e como também fazer sacrifício por alguma promessa, já aprendemos que sofrimento não paga coisa alguma, o que paga é o amor, então, agora estou fazendo as promessas assim: Outro dia fiz uma promessa, que se acontecesse uma coisa que estou querendo em troca eu ficaria quinze dias na Bahia, tomando água de coco, à beira da praia. O Santo não quer me ver sofrer! Ele quer me ver feliz! Se o filho pede uma coisa para o pai, o pai dá, agora em troca daquilo que ele deu para você ficar feliz, o filho tem ficar triste? Isto não faz sentido! Se fizerem promessas façam as que deixam o Santo feliz. O Santo quer ver você feliz, por isto ele cede a promessa para você. Se você promete algum tipo de sacrifício, alguma coisa que vai fazer sofrer, o Santo não dá. Por quê? Porque ele não quer que você sofra, não tem sentido isto, é uma coisa inconcebível.

Compreendemos errado. Porque na nossa mente, ‘promessa é dívida!’ Quando você promete alguma coisa, você tem que pagar, temos a compreensão equivocada de que o sofrimento é que vai fazer com que a gente melhore.

Agora estamos re-aprendendo, não é mesmo? Promessas só do tipo assim: Se eu ganhar isto, eu vou fazer aquilo que mais eu gosto. A gratidão é a alegria! A melhor gratidão é a alegria é a felicidade!

Vamos supor assim, você quer uma almofada, eu te dou uma e como gratidão você vai sofrer agora? Qual é a melhor forma de você demonstrar gratidão? É com a tua alegria! Você não estará demonstrando gratidão, batendo com a tua mão na parede, por exemplo, até os dedos sangrarem. Eu vou dizer para você: Me devolva esta almofada, isto não está fazendo bem para você!

A pessoa que leva o queijo lá em casa está proporcionando para mim um serviço. Então o que eu faço? A noite vou lá e rezo para Deus agradecendo o queijo e para a pessoa que entregou o queijo eu faço cara feia? Não! Temos que receber a pessoa com a maior alegria! Esta é a gratidão!

Não tem que demonstrar sacrifício, tristeza, não são sentimentos de gratidão.

Participante: Jorge, você pediu um milagre, ficou por algum tempo com o pé inchado, tiveste resistência, o milagre continuava aí, esperando por você, a hora de você abrir para receber. Digamos que você tivesse levado cinco dias com esta resistência, o que teve que acontecer para acontecer o milagre?

Jorge: Eu permitir! Mesmo que eu ainda estivesse em conflito, eu permiti, eu abri. Eu poderia ter dito para o dono do hotel, me desculpe mas eu não quero mesmo! Então eu não teria aberto, o padre Cícero teria que dar um outro jeito. Tudo que foi pedido, tem que ser entregue! Os milagres funcionam assim, pediu, vai ter que receber!

Também temos que considerar uma coisa, um pai nunca dá uma tesoura para o seu filho brincar. No momento propício você vai ganhar, mas no momento impróprio, não. Quando você pede e não acontece, você reconsidera da seguinte maneira: Será que não é uma coisa que pode me ferir? Se o que eu estou pedindo pode me ferir, é por isto que não está vindo. Às vezes temos que reavaliar e descobrimos meses depois, que aquilo teria nos ferido mesmo.

Participante: Se peço uma bicicleta, ganho a bicicleta e caio da bicicleta, isto, então não foi um milagre?

Jorge: Não, porque os milagres são sempre para a tua cura, para o teu bem. Nós estamos usando aqui um exemplo material, mas sabemos que o conteúdo perceptivo dos milagres é a integração. Assim, a pessoa está muito ansiosa porque quer comprar uma geladeira e não tem condições, quer porque quer e precisa da geladeira. Quando você oferece um milagre necessariamente a pessoa não vai ganhar a geladeira, mas vai ficar sem a ansiedade, ela se reintegra, se recompõe e volta a ser feliz. Se você olhar, vai dizer ‘a pessoa não recebeu o milagre’. Às vezes a gente não se dá conta que o milagre aconteceu. E só fui me dar conta que o milagre aconteceu, muito tempo depois, aqui no estudo do Curso, se passaram aproximadamente vinte anos. Vejam como eles são naturais, por isso não os percebemos.

O milagre funciona em todas as direções em todas as dimensões. Você considera assim: As seis direções do espaço, mais o centro que é você, tudo que você fizer vai refletir em todas as direções no espaço. Se é para cima ou para baixo, para um lado e para o outro, para trás e para a frente. Vai funcionar para os teus antepassados para os teus descendentes, para os teus contemporâneos. Pode chegar a lugares que você jamais imaginou, para pessoas que você nunca viu.

Participante: Quando diz no Princípio ‘Um milagre nunca se perde’, posso compreender que a pessoa vai recebê-lo quando parar de julgar?

Jorge: Sim, pode ser assim. Vamos supor que eu volto lá do médico e conto lá no hotel, aquilo que o médico me aconselhou fazer, me recuso a fazer, mas alguém ouve e meio ano depois este alguém torce o pé e faz isto e melhora do pé, então esta pessoa recebeu o milagre. Como ele é eterno e nunca se perde, esta pessoa vai ensinar para outra, para outra...., isso vai rodar o mundo e trinta anos depois vou torcer o pé de novo e a pessoa do meu lado vai dizer ‘vem cá que eu vou fazer uma coisa que aprendi lá na China e daí traz a bacia, mas o chinês aprendeu com alguém que veio de Natal.

Isto é interessante para nós observarmos que todo o serviço que nós prestamos com amor ele vai em todas as direções do espaço. O milagre nós prestamos através da nossa prestação de serviço, mais do que qualquer outra coisa, fazendo amorosamente aquilo que nós fazemos é isto que proporciona o milagre para as pessoas . Uma pessoa que é terapeuta, por exemplo, se ela fizer aquilo amorosamente, ela vai proporcionar milagres para as outras pessoas.

Participante: Sobre esta história do pé, temos a tendência de trazer a coisa para o nível físico, na verdade você liberou alguma coisa na tua mente, não é isso?

Jorge: O que aconteceu na mente? O que aconteceu na mente foi isto que estou compartilhando com vocês, ali que aconteceu um milagre: A compreensão deste Princípio! Se não tivesse acontecido isto eu não teria compreendido como é que o milagre se estende a lugares que nunca conheci, para pessoas que jamais eu vi. Este é o milagre real e não a cura do pé. Vejam, como o milagre não se perde, se estende a todos os níveis, inclusive a nós mesmos, se estendeu no nível físico e mental da compreensão. Se este milagre não tivesse acontecido lá, na época eu só vi no físico, isto veio depois, depois,... até chegar aqui, onde nós estamos e eu ter esta compreensão para compartilhar com vocês. A partir de agora o milagre vai se estender em outro nível. No nível em que vocês já compreendem como é que isso funciona. Como agora vocês têm a compreensão como o milagre funciona, vocês vão conseguir fazer milagres com o serviço que vocês prestam à outra pessoa, no físico, vocês sabem que á a maneira de fazer milagres na mente. A prestação de serviço é um veículo para chegar até à mente, aprendemos que o físico é o instrumento de aprendizado. Então, não importa o que aconteça no físico, ofereça no físico, a pessoa vai dizer depois ‘foi um milagre’.

O milagre se forma em cadeias, ele vai, viaja, anda em volta, de um lado ao outro, de maneiras que nós não conseguimos compreender racionalmente, eu só consegui compreender isto com este milagre do padre Cícero, do médico, do dono do hotel e seu ajudante, do motorista de táxi, do pano, da água, do sal, do vinagre, quantas coisas foram envolvidas e do Princípio do Curso em Milagres número 45.

Quando a gente presta um serviço, este milagre depois volta para a gente. Por quê? Porque nunca se perde .Tem uma historinha!

Uma história:

Um estudante estava sem dinheiro e com muita fome e não sabia o que fazer. Bateu numa casa para pedir comida e quando a porta abriu, viu que tinha uma moça muito bonita vendo TV , daí diante da moça ele perdeu o rebolado para dizer que ele estava numa situação ruim, apenas disse: Eu estava passando e estou com sede, poderia por gentileza me conseguir um copo d’agua. A moça trouxe um copo de leite porque percebeu que ele estava com fome. Ela foi útil, verdadeira e foi amável. Ela não disse ‘está parecendo que você está faminto!’ Estudava medicina e se especializou em câncer e vinte anos depois no hospital onde trabalhava, chegou uma mulher que estava com câncer e muito desesperada e ele reconheceu ser aquela moça do leite, disse ‘deixa que esta pessoa eu atendo’. Ela não tinha convênio médico, não tinha nada. Atendeu, fez todo o tratamento e a pessoa se curou do câncer e quando chegou a hora de apresentar a conta o médico mandou um envelope para ela, onde deveria estar a conta. Ela estava muito apreensiva para receber a conta. Quando ela abriu o envelope estava escrito: ‘A conta já foi paga com um copo de leite’.

Veja como o milagre volta, como tudo aquilo que você fizer retorna para você . Vou contar uma outra história.

Uma história:

Tinha um cavalo de raça que estava ruim das pernas, ele não conseguia ficar em pé. O dono do cavalo chamou o veterinário. O veterinário disse: ‘eu vou fazer uma injeção no cavalo, se ele não melhorar nós vamos ter que sacrificá-lo!’ O porco ouviu, quando o veterinário saiu foi lá no cavalo e disse: ‘você dá um jeito de levantar porque senão vais ser sacrificado’. Eles vieram e deram a injeção no cavalo. Dentro de uma semana o veterinário voltou e disse: ‘vou fazer mais uma tentativa, se dentro de uma semana não melhorar vamos sacrifica-lo, porque senão ele pode contaminar os outros cavalos. O cavalo recebeu outra injeção e não conseguiu levantar. O porco foi e disse para o cavalo: ‘Levanta cara! Levanta e anda! Anda! Vai...Vai....Vai! Você não pode ficar assim, você é um cavalo de raça! Ajudou o cavalo a levantar e o cavalo levantou! O porco continuou dizendo: Corre...Corre porque senão vão te sacrificar. Aí o cavalo correu, correu, correu, quando o dono e o veterinário chegaram, viram o cavalo correndo, falaram: ‘Que milagre o cavalo se curou! Vamos fazer uma festa, vamos matar o porco e fazer um churrasco para comemorar!’

O moral desta história é que, às vezes a nossa percepção racional, sacrifica aquele que ofereceu o milagre. Como nós não percebemos de onde surgiu o milagre, às vezes o nosso julgamento sacrifica aquela pessoa que trabalhou tanto para que o milagre acontecesse, isto acontece muito. Isto acontece muito nas empresas. Por exemplo, tem uma pessoa que não está indo bem no trabalho, aí o colega vai lá e ajuda, ajuda, a pessoa começa a trabalhar, as coisas começam a dar certo e se projeta . O patrão vê que a situação da empresa está difícil e decide cortar despesas, opta por despedir alguém. Como o patrão não viu que você ajudou aquela pessoa que não estava indo bem no trabalho, ele sacrifica você ao invés de despedir o outro.

Isso é uma analogia para nós percebermos que muitas vezes nós sacrificamos, mentalmente, pelo nosso julgamento a pessoa que nos oferece o milagre, porque nós não nos damos conta de onde vem o milagre. Padre Cícero poderia estar pensando ‘cadê a minha vela?’ Eu responderia: Por mim você está despedido, você não fez nada, porque quem me fez caminhar foi o médico, o dono do hotel e seu ajudante. Não percebemos a verdadeira fonte dos milagres. Então, às vezes sacrificamos a fonte, aquela pessoa que está trabalhando para o nosso sucesso, mas nós não percebemos.

Livro Texto
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Capítulo 3- A PERCEPÇÃO INOCENTE

V . Além da percepção

9. O perdão é a cura da percepção da separação. A percepção correta do teu irmão é necessária porque as mentes escolheram ver a si mesmas como separadas. O espírito conhece a Deus de forma completa. Esse é o seu poder milagroso. O fato de que cada um tem esse poder de forma completa é uma condição inteiramente alheia ao pensamento do mundo. O mundo acredita que se alguém tem tudo, não sobra nada. Mas os milagres de Deus são tão totais quanto os Seus Pensamentos, porque são os Seus Pensamentos.

Participante: A partir do momento que fazemos a Expiação, começamos a receber o perdão. Somos a imagem e semelhança de Deus, a imagem seria o pensamento de Deus. Deus é o Todo, a mente de Deus não é dividida, é Sã.

Participante: As duas primeiras frases deste parágrafo têm me ajudado muito para eu não projetar e sim estender amor, procurar ver no outro Deus. Às vezes tem situações mais difíceis, então, páro um pouco e tento ver o que esta pessoa ou esta situação está me ensinando, ele é perfeito assim como eu sou.

Jorge: Quando a gente briga com alguém, a gente se separa. Se a gente vai lá e trabalha o perdão, acaba a separação. A cura da separação é o perdão. Porque estamos separados uns dos outros ? Porque não conseguimos perdoar. Começo a projetar esta falta de perdão em tudo que eu vejo. Enquanto eu estiver com esta ausência de perdão eu vou projetar em tudo que vejo. Um dia projeto no cachorro, outro dia no gato, outro dia no mordomo, outro no patrão, outro dia numa pessoa que está passando na rua. Então, praticamente eu ando procurando alguém que se preste a minha projeção e o que nós deveríamos fazer é estar disponíveis para o encontro de alguém que se prestasse à extensão do amor. Mas ficamos procurando alguém para projetar o sentimento de raiva, o sentimento de vingança, os sentimentos de falta de amor.

Participante: Então projetamos porque nos sentimos separados?

Jorge: Por exemplo, eu me sinto separado, aí começo a me bater, é uma tentativa de unir o que está separado, é um sentimento de separação. Porque quando você se perdoa, você não se sente mais separado, não precisa se auto-punir, não precisa se bater ou procurar que alguém faça isto. Muitas vezes nós saímos à procura de alguém que nos dê um tapa na orelha, provocamos alguém. Não sossegamos enquanto não achamos alguém que nos dê o tapa, quando encontramos nós sossegamos, porque nos sentimos castigados, sente que está resolvido internamente.

Participante: É mais fácil perdoar o outro do que se perdoar, não é assim?

Jorge: O que mais tenho de conflito dentro de mim é o que eu não perdôo em mim mesmo, o que tenho que pedir perdão e perdoar os outros, apesar de ser assim uma lista grande, é mais fácil.

Participante: Têm coisas que acontecem com a gente e esquecemos, ficam numa espécie de ‘caixinha preta’, colocamos uma ‘pedra em cima da caixa’ para não mexer. Aconteceu uma coisa muito forte comigo. Vou compartilhar esta história com vocês:

Uma história:

Quando eu estava esperando a minha filha mais velha eu praticava Yôga, eu estava super preparada para o parto. Fui para a maternidade muito calma e tranqüila. Na hora que fui para a sala de parto o médico chegou e disse ‘já para o centro cirúrgico, ela tem que entrar na faca!’. Estas palavras do médico foram para mim uma ‘facada’, fiquei com tanto ódio daquele médico, carreguei este ódio até esta semana, me dei conta da extensão deste ódio. Além de eu ter me preparado para o parto normal, ainda o corte da cesariana que foi feito teve a forma de um ‘S’ na minha barriga. Quando eu juntei todas as informações eu não perdoava este médico. Depois disto, todas as pessoas que me diziam que eram clientes deste médico, eu dizia ‘troque de médico!’ Este médico já faleceu há bastante tempo. Isto tudo estava esquecido por mim.

Esta semana veio para mim uma coisa tão forte, uma dor no peito muito intensa e uma sensação que o meu braço esquerdo estava sendo puxado, .... a minha boca começou a ficar toda dormente .

Decidi ir direto para o Centro Médico. Cheguei lá e contei para o médico o que eu estava sentindo e ele realmente achou que eu estava enfartando e foram feitos vários exames e a conclusão foi que não tinha nada de errado. De repente eu senti como se eu estivesse na presença deste médico já falecido, a sensação foi muito gostosa, pensei naquele momento ‘Eu te perdôo! Eu te perdôo!’ A dor no peito saiu na mesma hora e senti como se o peito tivesse se rasgando para aquela dor sair e aquela raiva se transformar em amor. Quando eu saí do Centro Médico me sentia muito leve, quase flutuando.

A minha filha mais velha sempre me dizia ‘mãe eu tenho uma dor forte no meu peito na altura do esterno’. Ela consultou vários médicos e não descobriram nada.

Depois que aconteceu isto comigo, no Centro Médico, ela me telefonou dizendo ‘mãe aconteceu uma coisa tão estranha na segunda-feira, tive a impressão que o meu peito estava se abrindo e aquela dor no meu esterno sumiu!’

Eu já tinha projetado na minha descendência aquele ódio.

Jorge: Que bacana! Então, você estava enfartando , porque estava ‘fartando’ o perdão.

O médico também estava preso na tua mente , com o perdão acontece uma libertação que chega a níveis que não podemos imaginar, ele vai se estendendo.

MEDITAÇÃO

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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