UM CURSO EM MILAGRES
25 DE OUTRUBRO DE 2004
2ª FEIRA

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

PRINCÍPIO 6
Milagres são naturais. Quando não ocorrem, algo errado aconteceu.

Participante: Se não entendeu, algo está errado. Depende também o que significa ‘errado’ para pessoa. A questão é saber como este ‘algo errado’ impede a manifestação.

Jorge: ‘Algo errado' são os erros, pecados, equívocos, o carma que cometemos por pensamentos, palavras, atos e omissões. Se tiver algo errado, este algo errado, nós damos o nome de erro, equívoco, pecado, carma, não importa qual nome tenha, nós só podemos cometê-lo por pensamento, palavras, atos e omissões.

Mesmo em pensamento pode fazer o erro acontecer na mente; A palavra pode constituir um erro também; A ação e a omissão, também, podem constituir erro. Quando tem algo errado, os milagres não estão acontecendo naturalmente, porque eles são naturais, é só procurar o que é que nós temos de errado. Aonde que está o erro? Daí fazer o trabalho de expiação.

Temos que aprender a expiar na nossa consciência. O que está errado? Expiar é desfazer o erro, equívoco, pecado ou carma. Mesmo que tenha sido por um pensamento errado. Tudo surge a partir do pensamento, mas como o pensamento está fora do teu controle, então você comete erros sem se dar conta e depois você verbaliza ou realiza ou se omite. Tudo isso implica em algo errado.

Participante: Mesmo eu estando, ainda, com erros, eu posso oferecer milagres?

Se eu não estivesse no erro, já estaria com a mente curada. Quando estamos no erro somos doentes. Quando não tem mais nada errado, somos sãos. Então, se nós estivéssemos totalmente santificados, já estaríamos com a nossa mente num outro nível. Enquanto não alcançamos esta sanidade plena da mente, mesmo assim, podemos oferecer milagres. Porque isso vai acontecer nos momentos em que você está amoroso. Em algum momento você percebe o erro, sem julgar a pessoa que cometeu, você oferece um milagre para a pessoa. Você oferece com amor. Naquele momento em que você consegue fazer aquilo com amor, naquele momento o milagre vai acontecer. Não importa se você está amorosa sempre, não precisa estar, tem que estar amorosa naquele momento.

Para receber milagres, também, você não precisa estar santificada, porque se você já estivesse santificada não precisava mais de milagres, a gente precisa enquanto não está. Se mesmo assim, as pessoas estão oferecendo milagres e eles não acontecem , então, existe alguma coisa errada. Por isso eu tenho que começar a ver o que é que está errado.

Cometemos erros por pensamentos, palavras, atos e omissões. Só podemos cometê-los em três níveis, quais seja: Físico; Emocional e Mental. Então vamos pensar assim:

Como é um erro no nível físico?

Você dá um tapa em alguém, furto, são exemplos de erros físicos. Você trabalha no nível da matéria.

Quando você ofende com palavras, isso é emocional.Trabalha no nível emocional.

Quando você pensa mal de uma pessoa, julga-a, isto é no nível mental

Temos que desfazer todos os erros, se você furtou alguma coisa de uma pessoa, vai lá e confessa ‘...olha, eu furtei este objeto e vim aqui devolvê-lo para você e pedir perdão pelos danos que causei a você, enquanto eu retive este objeto! Você tem que reparar o erro e desfazê-lo totalmente.

Por exemplo, se você furtou o meu carro, ficou com ele um mês. Só vai devolver o carro para mim? E o prejuízo que tive por ficar sem o carro e tive que andar de táxi, vai me repor isto também? É isso que nós temos que pensar. Porque uma ação, provoca reações diferentes. Não é só aquilo. Às vezes você tirou o carro duma pessoa, deixou a pessoa um mês sem carro, ela teve sérios prejuízos, como o tempo que perdeu , tudo isto tem que ser reparado. Hoje as pessoas entram na justiça para pedir indenização por danos morais. Danos morais são do emocional. Isto significa que causa danos. Reparar os danos é a totalidade, temos que nos propor a isso. Aquilo que é irreparável, que você não consegue fazer, o Espírito Santo faz por você. Mas você tem que fazer a tua parte. Por exemplo, suponhamos que uma pessoa furtou o meu carro e eu fiquei um mês sem o carro. A pessoa pode me repor o carro, pode me pagar o prejuízo que tive com táxi, mas tem uma coisa que não vai poder me repor, que são os danos emocionais por ter ficado sem o carro . Quando a pessoa vem e me devolve o carro e me diz ‘ eu quero que você me perdoe eu vou reparar todos dos prejuízos!’ A pessoa só poderá reparar os prejuízos materiais, os emocionais e mentais não poderá reparar. Mas ela pode pedir perdão. Quando ela pede perdão o Espírito Santo captura este pedido de perdão e Ele vai providenciar para que isto seja reparado. A pessoa recebe, de alguma maneira, alguma coisa que vai suprir aquilo que ficou em falta em virtude daquela ação.

Então, se os milagres não estão acontecendo naturalmente é porque algo deu errado. Vamos procurar o que deu errado. Vamos procurar na consciência, fazer um exame de consciência. Todos os trabalhos que nós fazemos com terapias, são para as pessoas se harmonizem a ponto de alinhar a mente com o físico e quando você consegue este alinhamento, que é a mente e o corpo alinhado, imediatamente você vai estar alinhado com o espírito e então o espírito vai jogar luz em todos os pontos obscuros da sua consciência e com esta luz você vai conseguir ver claramente o que está errado. As terapias, como. Reiki, Yôga, Chi Cong, Renascimento, Lian Gong, Reflexologia, Florais, Tarô, Curso em Milagres, todas estas terapias são para nós nos realinharmos.

Você tem um corpo físico, um corpo emocional, um corpo mental e um corpo espiritual. Quando você desalinha um, por exemplo a mente não está em harmonia com o corpo, então estão desalinhados. A luz do espírito é vertical. O que acontece? Como a luz é vertical, você não consegue perceber o que está escondido nos registros físicos. Quando você alinha o corpo com a mente , o espírito imediatamente se alinha nesta mesma posição e você começa a perceber com clareza o que está errado. Porque a luz do espírito vai iluminar a sua consciência onde estão, o que chamamos de memórias, que são os registros físicos, emocionais e mentais, provenientes das percepções dos cinco sentidos que são: audição, visão, olfato, tato e paladar, que registram tudo o que acontece por pensamentos, palavras, ações e omissões. Aí você consegue ver com perfeição e com clareza tudo que está escuro, aquilo que você não lembra, aquilo que você não se deu conta que está errado. No momento em que acontece este alinhamento você vai perceber todos os erros e vai começar a trabalhar para desfazê-los com a força do Espírito Santo. O espírito é energia de luz, calor e força. A força que você precisar lhe será dada. Tudo que você precisará saber lhe será dito. Tudo o que você precisará fazer a força virá para que você conclua. Este é o momento em que você consegue se colocar bem na posição da meditação. Se você está alinhado ‘eu estou aqui’, está alinhadíssimo, mente, corpo e espírito. Todas as terapias que temos aqui, antes citadas, fazem isto, elas se integram e se complementam com uma única finalidade, que é o alinhamento do corpo com a mente para que a gente consiga estar alinhado, finalmente, com o espírito, daí vem a luz que vai clarear e esclarecer tudo.

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Capítulo 3 – A PERCEPÇÃO INOCENTE
I.Expiação sem sacrifício

1. Um outro ponto tem que estar perfeitamente claro antes que qualquer medo residual ainda associado aos milagres possa desaparecer. A crucificação não estabeleceu a Expiação, mas a ressurreição sim. Muitos cristãos sinceros compreenderam isso de modo equivocado. Ninguém que esteja livre da crença na escassez poderia cometer esse equívoco. Se a crucificação é vista de uma perspectiva invertida, parece que Deus permitiu e até mesmo encorajou um de Seus Filhos a sofrer porque ele era bom. Essa interpretação particularmente desafortunada, que surgiu da projeção, tem conduzido muitas pessoas a sentirem amargamente o medo de Deus. Tais conceitos anti-religiosos entram em muitas religiões. No entanto, o cristão real deveria fazer uma pausa e perguntar: “Como poderia ser assim?” É provável que o próprio Deus fosse capaz de um tipo de pensamento que as Suas Próprias palavras claramente declararam como indigno de Seu Filho?

2. A melhor defesa, como sempre, é não atacar a posição do outro mas, ao invés disso, proteger a verdade. Não é sábio aceitar qualquer conceito se tens que inverter todo um quadro de referências de modo a justificá-lo . Esse procedimento é doloroso em aplicações de menor importância e genuinamente trágico em uma escala mais ampla. A perseguição freqüentemente resulta em uma tentativa de “justificar” a terrível percepção equivocada de que o próprio Deus perseguiu Seu próprio Filho em prol da salvação. Essas palavras em si mesmas são sem significado. Tem sido particularmente difícil superar isso porque, embora esse erro em si mesmo não seja mais difícil de corrigir do que qualquer outro, muitos têm se recusado a desistir dele em vista do seu valor proeminente como defesa. Em formas mais brandas, um pai diz: “Isso fere mais a mim do que a ti” e sente-se exonerado ao bater em uma criança. Tu podes acreditar que o nosso Pai realmente pense desse modo? É tão essencial que todos esses pensamentos sejam dissipados, que não podemos deixar de estar seguros de que nada desse tipo permaneça na tua mente. Eu não fui “punido” porque tu foste mau. A lição totalmente benigna que a Expiação ensina está perdida se for manchada com esse tipo de distorção sob qualquer forma.

Jorge: Vimos o primeiro parágrafo na semana passada, hoje vamos revê-lo. Ele trata da idéia que nós temos o pensamento equivocado, de que a crucificação representa a salvação e que Jesus foi sacrificado para nos salvar. Vejam que o pensamento equivocado nos afasta do alinhamento do espírito, talvez por isso os milagres não aconteçam. Este pensamento está equivocado, está errado. Ele diz: Somente uma pessoa, cuja mente ainda sente a escassez, poderia concluir desta maneira e chegar a este pensamento que a crucificação é que representa a Expiação ou a salvação, ao invés da ressurreição.

Nós nos fixamos tanto na crucificação que temos medo da cruz. Este medo pode se projetar e gera um idéia de que Deus castigou ou puniu o Seu Filho com a crucificação e que isto é necessário para a salvação. As pessoas têm pensamentos do tipo ‘Jesus que é tão bom, foi crucificado, imagina eu...!’

Parece aquela história do filho do muçulmano, eles não têm idéia de Cristo na cruz.

Uma história:

O menino estava numa escola muçulmana, era tão malandro que não aprendia nada. Então o pai colocou o Jacozinho numa escola cristã, lá só tirava nota 10. O pai ficou admirado, foi dar os parabéns para o professor, a escola realmente era boa. Mais tarde o Jacozinho contou para o pai que tinha um crucifixo, acima do quadro negro, atrás do professor e alguém falou para ele ‘aqui quem não tira 10, eles pregam na cruz. Por isso tem que estudar bastante, olha o que fizeram com aquele ali!’

Temos uma idéia totalmente equivocada da crucificação, a gente fica preso na cruz. Não conseguimos transpor a cruz para ver a ressurreição. Não que a cruz não seja um simbolismo fundamental, mas não da maneira como estamos percebendo. Temos que compreender direitinho o que aconteceu para depois entendermos o resto.

Vou contar a historinha novamente.

Da minha percepção, como eu percebo:

As pessoas naquele tempo estavam esperando o messias. O messias seria a pessoa que viria para salvar a humanidade. Salvar do que? Dos pecados! Tirar os pecados do mundo. Porque as pessoas não iam mais para o céu, elas ficavam com a mente presa. Não iam mais para o céu, porque chegaram a um ponto de achar que os pecados que a humanidade tinha cometido haviam bloqueado totalmente o acesso para Deus. Eles achavam que teriam que ser feitos muitos sacrifícios. Eles tinham esta idéia do sacrifício. Tanto que eles sacrificavam as ovelhas. Vocês lembram dessas histórias que as pessoas daquela época sacrificavam os melhores animais para Deus. Eles faziam os sacrifícios da melhor ovelha, da melhor vaca, da melhor galinha. Em algumas compreensões equivocadas sacrificavam pessoas também. Essas compreensões são coisas que nós sabemos que haviam lá nas histórias do Antigo Testamento.

Chegou Jesus e disse :

-Eu sou o Messias, eu vim para salvar vocês!

-Como você vai fazer isto? Como você vai fazer para tirar os pecados do mundo, para que a gente consiga ir, outra vez, para o céu?

Jesus lhes dizia:

-O céu está acessível para todo mundo, nunca esteve com as portas fechadas.

As pessoas não conseguiam entender isto.

Jesus explicava:

-O céu está bem acima das vossas cabeças, é só levantar as mãos para o alto que vocês alcançam o céu. Vocês podem ir para o céu, basta se reconciliarem com vocês mesmos. Não é com Deus que vocês têm que acertar as contas, é com você mesmo, fazer a Expiação, fazer a reconciliação, reconciliar com o teu irmão, perdoar os pecados dos outros, pedir perdão, têm que trabalhar isto, daí vocês vão ficar livres!

-Não!

Eles acreditavam que teria que ser um grande sacrifício, enquanto não houver um sacrifício enorme, as portas do céu não seriam abertas. Porque Deus não iria aceitar nada menos do que um grande sacrifício, uma grande oferenda em sacrifício , para permitir que as pessoas fossem para o céu e para se tirar esta barreira formada pelos pecados do mundo.

Aí, chegou num ponto em que Jesus ficou lá ensinando, ensinando....e as pessoas não compreendiam, não aceitavam, a suas cabeças estavam fechadas.

Jesus, então, perguntou:

-O que vocês acham que precisa para vocês irem para o céu?

-Um grande sacrifício!

-Mas o quê? Que tipo de sacrifício?

Eles não sabiam dizer, pois estavam acostumados a sacrificar os cordeiros.

Jesus falou para eles:

-Eu sou o Filho de Deus! Eu me ofereço em sacrifício por vós para vossa salvação. Então, vocês olhem para mim e vejam um cordeiro. Eu sou o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Me ofereço em sacrifício para a vossa salvação. Daí vocês vão acreditar?

-Você vai passar pelo sacrifício, que foi o crucifício, porque se ofereceu em sacrifício na cruz, e como é que nós vamos acreditar que você foi para o céu? Você vai morrer e a gente não vai ficar sabendo igual! Vamos ficar na mesma!

-Eu vou ressurgir da morte e vou mostrar para vocês que a morte não existe e que não tem nenhum bloqueio para irmos para o céu, vou provar isto ressuscitando.

Então, aconteceu toda aquela história que Ele pediu para Judas ir lá e fazer aquilo que tinha que ser feito e as pessoas entenderam isto como traição. Aquilo nunca foi traição. Judas fez o que Jesus pediu, quem escreveu a Bíblia, também não colocou que era uma traição. Os que leram interpretaram como traição. Na Bíblia está escrito que Jesus disse para Judas:

-Você vai lá e me entrega para os romanos.

-Por que eu? Arranja outro!

-Não! Eu quero que vá você!

-Vá e faça o que eu estou te pedindo, para que se cumpram as Escrituras!

Judas nunca traiu Jesus. Depois ele pensou ‘eu acho que traí o Mestre’ e Judas se sentiu culpado, porque na mente dele, no nível do pensamento, ele julgou equivocadamente que tinha feito um erro. Mas esse erro nunca aconteceu. Aí está o erro no nível da mente. Passado isto, Jesus ressuscitou para provar a todos que a morte não existe , que não é para ter medo da morte, que as pessoas ressurgem num outro nível, num outro plano, num corpo de luz , ressuscitam e vão para o céu. Ressurgem da morte. A morte é uma ilusão, é o medo que nós temos, apenas isto e que o céu está aberto.

O que aconteceu? Quem conseguiu acreditar na ressurreição?

Nem eles! São Tomé teve que tocar para ver se era verdade ou não. Eles acreditaram, mas mesmo assim ficaram com medo. Como até eles, os apóstolos, tinham medo eles podem ter transmitido a idéia de medo da ressurreição, também. Medo da morte e da ressurreição. Isto é o que de fato aconteceu, nós ficamos pregados na cruz e não vimos a ressurreição. Porque nós lembramos mais da cruz do que da ressurreição. Por quê ? O nosso medo projetado aí!

Isso tinha que ter uma outra interpretação. A cruz tem um simbolismo fantástico. Nós vivemos num mundo horizontal, a cruz, o sinal da cruz, corta verticalmente o nosso pensamento horizontal. A parte de baixo da cruz é mais longa que a parte de cima, porque nós temos que buscar todos os nossos erros nas nossas raízes, nas nossas profundezas. Por isso que diz: ‘Das profundezas do seu ser ouvem a Minha Voz que limpa tudo’. Quando você se alinha verticalmente o espírito joga luz lá nas profundezas do nosso ser e vai limpando tudo.

A parte de cima, da verticalidade, é pequenininha. Para mostrar que o céu está a um palmo acima da nossa cabeça, mas para chegarmos lá, temos que buscar nas profundezas do nosso ser este renascimento que é retirar todos os nossos erros, para poder renascer na luz, verticalmente . Este é o símbolo real da cruz. Então, este simbolismo da cruz é uma coisa realmente muito forte, fantástica se bem compreendido, mas se olhada com medo, não serve para nada, apenas para fortalecer o medo.

No segundo parágrafo explica: Como que uma pessoa pode pensar que o Nosso Pai vai sacrificar ou crucificar o Próprio Filho para a salvação? Ele diz: ‘Eu não fui pregado na cruz por causa dos teus pecados’, como a gente entendeu. O sacrifício ou o crucifício, que é o sacrifício da cruz, aconteceu para libertar vocês na mente, da idéia equivocada de que tinha que ter um sacrifício para libertar para o céu.

As pessoas com medo, porque não fazem suas expiações, ficam presas no medo e o medo projetam na cruz, com crenças do tipo:

‘Deus vai me castigar’;

‘se Deus castigou o Seu Próprio Filho, punindo-o com a crucificação, Aquele Filho que era a representação do Filho de Deus, todo certinho, todo bom, fazia milagres...o que há de acontecer comigo?’

‘Se Deus fez isto com Jesus, que era certinho, eu que sou todo errado, então, eu vou ter que sofrer muito para entrar no céu’.

Pegou a idéia errada! Que idéia equivocada é essa? Temos que dissolver na nossa mente esta idéia equivocada, este tipo de pensamento equivocado, para que a gente possa se libertar do mundo, do medo da morte, do medo da crucificação. Isto só vai passar quando a gente entender porque aconteceu, como aconteceu e qual o simbolismo verdadeiro da crucificação e começar a olhar para a ressurreição. Você não vai esquecer da cruz , só que a gente vai olhar isto com outros olhos .

Participante: Vai chegar um momento em que nós não vamos mais olhar para a cruz com medo e sim com a libertação. Desfazendo os erros, nós nos libertamos. Ressurgimos, renascemos.

Jorge: Isso a gente só vai compreender na mente com clareza, à medida em que nós formos nos alinhando com o espírito e fazendo as expiações. Daí o medo vai desaparecendo.

Participante: Sobre os santos, muitas pessoas se santificaram ao longo dos tempos, tanto no Oriente como no Ocidente. Como fica uma mente são num corpo doente?

Jorge: A nossa percepção do que é santo, do que é iluminado, pode estar, às vezes, equivocada. Por quê? A pessoa que está santa, que se ilumina é aquela que alcança o nível da santidade . Se ela está são, a mente sã, santifica o corpo . Não vai ter este sofrimento posterior a isto. O que pode acontecer que a pessoa chegou a um nível de compreensão, estava num caminho e no momento que estava caminhando naquela direção, que começou a ter compreensões, ainda no pensamento equivocado, julgou que tinha determinados erros que deveriam ser expiados, como não sabia como e ainda acreditava no castigo e na punição, puniu a si mesmo com o auto- flagelo, para, assim, acreditar que o sacrifício e o sofrimento eram necessários para a libertação total.

É isto que o livro quer desfazer na nossa mente. Por isso é que ele diz: O sofrimento acontece enquanto a Expiação ainda não aconteceu. Porque a expiação estabelece a ressurreição no corpo perfeito de luz. Enquanto a Expiação ainda não se completou a pessoa ainda está passível de sofrimento. Desde os primórdios, das escrituras mais antigas, sempre se acreditou no sacrifício e no sofrimento.

Veja, que ainda hoje tem religiões que fazem sacrifícios de animais. Onde isto não está errado, porque a nossa percepção ecológica acredita que isto é uma brutalidade. Mas estas pessoas que ainda fazem sacrifícios com animais eles, apenas, ainda têm a compreensão que tinham as pessoas do Antigo Testamento. Não há o que condenar e nem o que julgar, apenas o que compreender e colocar o nosso sensor no neutro, para não censurar, não julgar, não condenar. Apenas as pessoas ainda não conseguiram compreender que isto não é necessário. Jesus estabeleceu que ninguém mais precisa sofrer, isto não tem mais necessidade. É como se você tivesse uma conta para pagar ali no bar da esquina e você sofria porque não tinha dinheiro para pagar e tinha medo de passar ali na frente. Eu chego e digo para você: Fui lá e paguei a tua dívida, você não precisa mais sofrer, nem se esquivar, nem ficar com medo, a dívida está paga! Mas você não acredita! Continua com o medo na tua mente. Porque você acha que para que a dívida seja paga, se estabeleça a expiação completa, você tem que ir lá pagar. Mas por que, se eu já paguei ?

A idéia do sacrifício, que foi a salvação ela gerou uma função, que foi: Ninguém mais precisa se sacrificar ou sofrer. Eu já fiz isto pela vossa salvação, vocês estão salvos, não precisam sofrer mais nada. Só o que vocês tem que fazer é a Expiação. Enquanto não se faz a Expiação, se está no sofrimento. No momento em que você vai em direção da Expiação o sofrimento acaba e você se liberta. Então, estas pessoas que sofreram, não foi após a iluminação, foi antes.

Esta compreensão de que o sacrifício santifica está estabelecido muito fortemente.

Quando eu era criança, havia uma folhinha com o santo do dia, e a historinha de cada santo logo abaixo, eu gostava de olhar. Tinha um santo que foi considerado santo dos mártires, porque ele foi catequizar os índios e foi queimado na fogueira pelos índios. Ele se tornou um santo em função de ter sido queimado na fogueira. Se queimar na fogueira santifica, todos aqueles que foram queimados pela inquisição são santos também. Por que aquele que tinha uma compreensão diferente da minha é condenado e queimado na fogueira e o outro que tinha uma compreensão diferente dos índios é santificado?

Como nós classificamos os santos é que está errado. Como nós classificamos os iluminados é que está errado. Como é uma pessoa iluminada? Uma pessoa iluminada é uma pessoa que fez toda a sua expiação, já ressurgiu e sua mente está iluminada e a mente iluminada produz luz no corpo. A pessoa se torna iluminada, luminosa, isto é um fato verídico e científico. As pessoas que se iluminam irradiam luz. Nós temos esta luz no nosso campo energético . O que tenho dito sempre é assim: Se alguém vier até você com cara de iluminado e disser que se iluminou, convide-o para jantar, não perca esta oportunidade. Quando já for noite escura, você desliga todas as luzes, se a pessoa brilhar é iluminado, se não brilhar é falso. Dizer que está iluminado, que se iluminou, isso qualquer um pode dizer. Na Bíblia diz: Olhai os falsos profetas! Quantos estão aí dizendo que se iluminaram, apaga a luz e observa. Você olha em todas as imagens de santos, eles têm uma auréola luminosa em volta, é a luz que a pessoa gera. Porque nós somos seres de luz. Amor é luz. A energia espiritual é uma energia luminosa. Em todas as crenças, praticamente, a luz está associada com espiritualidade, está associada com Deus.

No Egito eles adoravam o sol, algumas religiões acharam que isso era uma heresia. Quando os espanhóis cristãos invadiram estas regiões em que habitavam os Incas e os Astecas, que adoravam o sol, foram considerados hereges por adorarem uma imagem dum astro que era o sol. Eles já conheciam astronomia. Os invasores acreditavam que tinham que adorar a imagem de Deus e o sol não era Deus na compreensão deles. Mas todas as religiões concordam que Deus é Luz, que Deus é Amor e Amor é Luz. Que as pessoas se iluminam ou atingem a iluminação quando estão altamente espiritualizadas. Isso todos acreditaram. Só que estes povos que tinham o sol no seu altar, eles não adoravam o sol, eles tinham o sol como referência da maior luz que é perceptível por nós. Ali eles simbolizaram que Deus era a maior luz que se conhecia. Qual é a maior luz que nós conhecemos? Dentro das nossas percepções é o sol!

Vejam, o que nós acreditamos e da maneira como nós acreditamos, criamos paradigmas e esquecemos. Então, qual é a idéia que temos sobre quem é iluminado, quem é santo e quem não é ? Quantas pessoas anônimas santificam a sua mente e alcançam esta luminosidade, esta luz espiritual e passam anônimas por aqui. Quantos seguem uma pessoa, por exemplo na Índia, ouvi dizer que é comum, uma pessoa entra em transe, começa falar em Deus e as pessoas passam a seguí-la e começam a dizer que esta pessoa é iluminada. Aqui uma pessoa entra em transe e começa a falar em Deus eles internam a pessoa no hospício.

Como nós vamos classificar quem é santo e quem não é. Jesus foi que disse que era Filho de Deus, muitas pessoas chamaram-no de herege . Veja como nós classificamos a santidade de acordo com a nossa crença com a nossa cultura, com as nossas formas de pensamento. É isto que nós temos que reverter, é isto que este parágrafo está dizendo, para nós mudarmos a nossa percepção, mudar este sistema de pensamento que está equivocado. Enquanto não mudarmos a nossa percepção, não vamos conseguir compreender. Enquanto a nossa mente estiver presa à idéia que o sofrimento é necessário para libertação, vamos ficar presos no sofrimento e não vamos sair nunca. Porque quando nos libertarmos do sofrimento, não vamos acreditar. Para se libertar do sofrimento é só fazer a expiação. É isso que o livro fala o temo inteiro.

Quer sair do sofrimento? Faça a Expiação! Vê tudo o que está errado na sua existência. Aí você sai do sofrimento e começa a entrar na paz. Você começa conectar-se com o espírito e com o nível do conhecimento e todos os mistérios do universo lhe serão desvendados. Acaba o medo, você vai estar na luz. A criança tem medo quando ela está no escuro, quando está na luz não tem medo. A criança não fica com medo de brincar de dia, ela fica com medo, durante a noite, no sono, no escuro.

Este livro nos diz que ‘Adão caiu em sono profundo’, mas não tem uma referência que houve um despertar da humanidade, desperta um ali, outro aqui. Ainda não aconteceu o despertar. Enquanto nós estamos naquele estado de sonolência, na escuridão, nós estamos com medo. Para sair do medo, acenda a luz! Para acender a luz, faça a Expiação!

Quando eu era criança e tinha medo do escuro eu ficava paralisado, minha mente ficava paralisada, eu não conseguia perceber nada além do medo. O interruptor do abajur estava bem aqui do lado, vocês acham que eu tinha coragem de tirar a mão para fora do cobertor para ligar a luz? Mesmo sabendo que era só acender a luz que o pesadelo iria embora, os fantasmas desapareciam. Mas eu não tinha coragem, porque eu estava tão no medo que ficava paralisado, a mente paralisava. Os sonhos do medo eram paralisantes.

Justamente porque nós ainda temos medo e porque o sacrifício faz a dor, que faz a gente ficar com medo, não conseguimos sair. A própria dor não existe. Por quê? Porque o que faz doer é o medo, é o nosso desalinhamento que faz sentir medo e dói. O nosso próprio corpo, quando a mente está sã, quando a mente não está desalinhada, produz química para anestesiar qualquer coisa. Se você quebrar o dedo, quebrar o pé, não sentirá dor, em nenhum momento você sente dor. Por quê? Porque a dor não existe, não tem dor. A dor acontece quando a tua mente não está funcionando com perfeição. Se ela não está perfeita, ela está imperfeita, se está imperfeita é porque tem alguma coisa errada. Quando não estamos na nossa perfeição da mente, a mente não consegue produzir a química necessária qualquer coisa que você tenha, isto causa o sentimento que nós conhecemos como dor.

As pessoas sentem dor porque estão desalinhadas, isto é sofrimento. A pessoa aprende que tem que sofrer. Quantas pessoas tem idéia equivocada do sofrimento, que na Sexta- Feira Santa se auto-flagelam, outros se pregam na cruz, são pensamentos equivocados.

Participante: Uma pessoa que sofre de gastrite...

Jorge: Você tem que entender porque surge a gastrite? Duma coisa errada, não é?

- É! Já tentei parar de fumar.

- Mas você não tem que forçar para parar de fumar, você para naturalmente

- Você já fez o curso de Reiki?

- Não!

-Reiki dissolve todas as toxinas. O vício é nas toxinas do cigarro, na nicotina. Uma pessoa veio fazer o curso de Reiki e estava preocupada porque fumava, fumava bastante, mais ou menos um cigarro a cada 30 minutos. Então, fiz uma brincadeira com ela, ensinei que colocasse um cigarro na palma da mão e aplicasse Reiki no cigarro, durante uma hora, uma hora para cada cigarro que fosse fumar...achou mais fácil parar de fumar.

Todas as doenças, a gastrite, por exemplo tem a ver com alguma coisa que está incomodando, são ‘sapos’ que engolimos, não que engolimos, sim que engolimos, aquilo que você não queria fazer e tem que fazer , aquilo que você faz e não queria. Todas as doenças são como a gastrite, são somatizações, do emocional e do mental. Se você curar o teu emocional, conseguir fazer a Expiação a gastrite desaparece. Mas enquanto a pessoa tem muitos incômodos, engole muitas coisas ruins, muita emoção, que ao invés de você trabalhar, você engole, aí fica tudo ali, o estômago não digere ‘sapos’. O estômago digere até terra, mas ‘sapos’ não digere.

Participante: Se eu trabalhar o perdão com os meus antepassados eu já estarei perdoando?

Jorge: O que tens que fazer primeiro é a tua parte. Não adianta você querer resolver as coisas dos teus antepassados se você ainda não resolveu as tuas. O que recebemos de heranças sãos as doenças hereditárias. É a tua herança! Temos facilidade de aceitar, quando um parente morre e deixa 100 mil reais, mas temos dificuldade de aceitar se ele deixou uma conta para pagar de 500 reais no bar da esquina. Achamos que isso não tem nada a ver, se a pessoa morreu e não pagou a conta, achamos que não é conosco. Temos pensamentos do tipo:

‘O que eu tenho que ver com os erros do meu pai?’

‘Se ele ficou devendo eu não tenho nada a ver com isso!’

‘Como é que eu posso sofrer por causa dos erros do meu pai?

‘Como é que eu faço para retirar os 100 mil que ele deixou para mim?’ Isto a gente quer, mas a dívida a gente não quer assumir.

Recebemos uma parcela bem pequena de coisas que eles deixam para a gente corrigir e uma enorme parcela de benefícios.

Participante: Parece, às vezes, que só ficamos com o carma e como resolver tudo?

Jorge: Temos que nos propor a resolver.

Se a doença não é adquirida é herdada. Por exemplo a Aids, que quer dizer: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Porque adquirida? Porque antes não tinha isto. As pessoas adquiriram. Como isto já está há tempo, já está passando para outra geração, a geração que está herdando não é mais adquirida, é herdada.

Você estuda biologia e vai ter isso assim: Vezinho Vezão Vaizinho Vaizão Vaivinho Vainão. O que quer dizer isto? Às vezes. pula uma geração, tem que ver as combinações genéticas, biológicas. Vão ter filhos de pais que estão com vírus e eles, filhos, não terão. Vão ter netos de pais que não tem o vírus e eles, os netos, terão o vírus. Vai pulando de uma geração para outra isso. Por isso temos que ir para a escola, para entender isto e entender como é que funciona o carma, como funciona a herança genética da qual estamos falando.

Vocês todos sabem que eu tenho uma deficiência visual. O pai da minha mãe tinha a mesma deficiência ele já tinha herdado isto, já era hereditário. Eu sei até o meu avô, de onde veio isto a gente não tem noção. Porque o meu avô veio da Alemanha para a Rússia e da Rússia para o Brasil. Perdemos o contato com os antepassados para saber quem foi que ‘aprontou alguma’ para começar a se manifestar esta programação de perda da visão. Sempre me disseram assim: Não tem jeito, aprenda Braile e compre um cachorro! Não há o que fazer! Isto é uma herança genética, vai deteriorar a retina, é no nervo ótico, não tem transplante, não tem colírio, não tem cirurgia que dê jeito. A única maneira seria abrir o cérebro para mexer lá dentro, fazer um implante do nervo ótico na conexão com o cérebro, onde é interpretada a percepção visual. Para abrir o cérebro, pode ser até que funcione a visão, mas o cérebro não mais. Então, na medicina não tem nada que consiga resolver o problema.

Com todo este trabalho que estamos fazendo aqui, um dia eu resolvi que iria começar a me trabalhar. Pensei ‘vou ver o que eu consigo fazer’. Eu me proponho a fazer a Expiação, alguém fez alguma coisa errada, estou indo nesta direção, vamos ver o que eu consigo.

Se uma pessoa se propor, estou com plena convicção disto, a fazer a Expiação, mesmo que tenha sido um antepassado que cometeu um erro, você sai do sofrimento e tira do sofrimento todos os antepassados e todos os descendentes. Isto vai de uma geração para outra, até que alguém se propõe a fazer a Expiação. Não sabemos em que ponto aconteceu o erro, em algum ponto da minha existência, que é a extensão da existência dos nossos pais, avós, bisavós, tartaravós..., alguma coisa deu errada. Se deu errado, tem que ser corrigido. Se eu me propuser a fazer a correção, o resultado virá, com certeza. É isto que temos que começar a compreender. .

Participante: O que podemos fazer, passar Reiki e orar pelos nossos antepassados?

Jorge: Eu faço: Tomo Florais; faço muito Renascimento, Reiki, Curso em Milagres, Tarô, Reflexologia, foto Kirlian. Definitivamente já estou neste processo há três anos, quando eu me propus a fazer isto.

Quando eu me propus a fazer a Expiação, começou a acontecer. Parte deste do que estou falando para vocês é deste curso que estou fazendo em Minas Gerais, que é Cura Marciana Avançada a Laser de Alta Complexidade, envolve tudo isso que estamos estudando aqui, quando eu concluir o curso vou compartilhar com vocês.

Os antepassados se libertam e os descendentes também. Se você não resolver, o teu filho pode ser que não tenha o problema, mas o filho do teu filho pode ser que tenha. Se você se propuser a resolver, você dissolve para trás e para frente, herdado não vai ter mais, porque aquilo foi resolvido, foi dissolvido. O que pode acontecer é alguém cometer um erro ele adquirir isso novamente. Mas daí, é a partir daquele ponto outra vez. Isso serve para tudo.

Participante: Não podemos negar o carma genético, mas é muito difícil aceitar que, se meu pai matou alguém, eu vou ter que responder por este erro. Isto eu não aceito.

Jorge: Mas se ele deixou uma herança, você...

Participante: Conforme o nosso Direito você não pode nem renunciar ao direito de herdeiro.

Jorge: O Curso em Milagres diz a mesma coisa. Vamos ter que trabalhar para reformular este pensamento.

Por que é assim: Uma pessoa vai presa por palavras, atos ou omissões. Por pensamentos ele vai preso?

Participante: Ainda não se conseguiu provar ...

Jorge: Então, no nível físico, o que está em baixo é igual ao que está em cima. Se você é responsável no nível das palavras, das ações e das omissões, no nível dos pensamentos, também é. Se os teus herdeiros herdam o que você é, porque eu herdei, tenho certeza que herdei dos meus antepassados o que sou hoje. Herdei o KI elevado, a beleza extrema, a modéstia , a falta de ego (risos), tudo isto eu herdei dos meus antepassados, porque eu sou a extensão deles.

Se tem alguma coisa que está errada, porque não posso me propor a resolver? Não vou resgatar com sofrimento, tenho que me propor a resgatar. Vou te dizer uma coisa: Se tem uma dívida que eu tenha que pagar para compensar, o dinheiro me será dado antes. Sempre acontece assim. Se eu tiver que pagar 50 reais para alguém duma dívida de um antepassado, primeiro eu vou ter os 50 reais, depois vai aparecer a pessoa para cobrar. Pode ter absoluta certeza, como está escrito e Paulo Coelho reescreveu, muito apropriadamente, quando você vai nesta direção da Expiação, ‘Todo o Universo trabalha a teu favor’, para que a Expiação se concretize.

No Curso em Milagres está escrito: A Paz e o Amor são a tua herança natural, você não tem como renunciar a isto, mas você tem como negar, dizer que não quer, como rejeitar, recusar, mas não tem com dizer que não é a tua herança. Assim funciona com tudo, eu posso me recusar à herança dos meus antepassados, mas não tem como. Posso ficar dizendo: Não, não quero, não tenho nada que ver com isto, se alguém lá da décima geração, anterior a minha fez, eu não tenho nada a ver com isso. Mas não é a lei que está te penalizando, não é o Código Civil, é a genética. A ciência está mostrando para nós que está lá, não tem como tirar, porque isto vem no nível da mente, não é físico, não adianta retirar no físico. Porque em cada um dos nossos cromossomos (como somos) está registrado cerca de 150 milhões de vezes toda a informação genética de todos os teus antepassados, não tem como tirar fora isto, não há como!

Então, se tem uma informação de erro ela só vai ser dissolvida através da Expiação, que você pode fazer se quiser. Se eu não faço a Expiação, eu posso não fazer, mas em nenhum momento a Expiação foi sofrimento, cada Expiação que eu faço me dá mais alegrias. Sofrimento tenho enquanto eu não faço, enquanto eu não me propus a fazer, no momento em que me propus a fazer, a cada dia, mais alegria. Vem algumas coisas complicadas, sim! Complica por quê? Porque eu me recuso. Às vezes é uma conta que eu não quero pagar, fico brigando, me recusando, não aceito, não faço, não faço...! Aí fico no sofrimento por querer. Quando digo, está bom, eu faço! Pronto! Saí do sofrimento! É isto que temos que aprender.

Tudo o que estamos fazendo aqui, todo o plano é o plano da Expiação. A Expiação é sair do sofrimento e voltar para a alegria, para a paz, harmonia, para a sanidade da mente. Toda a razão de estarmos aqui é esta. Você pode fazer resgates que, às vezes, não sejam queridas por você, racionalmente, mas acontecem. Você não está fazendo aquilo de maneira racional, do tipo ‘eu vou ali fazer um resgate!’, mas você faz, o tempo inteiro.

Participante: Nós temos o livre arbítrio, escolhemos se queremos o caminho da Expiação ou ficar sofrendo.

Participante: Acho que o nosso livre arbítrio é tão pequenininho, podemos espernear, mas não adianta.

Jorge: Nós questionamos a verdade e não questionamos a inverdade. É muito mais fácil questionarmos uma verdade do que uma inverdade. Se nós estamos aqui para aprendermos com o Curso, então vamos todos começar a tentar olhar da maneira como o curso está nos ensinando, de que este pensamento do sofrimento é errado. Enquanto a gente não sair deste pensamento que, o sofrimento acontece e é necessário, nós não vamos sair disto. Por isto temos que trabalhar bastante em nosso nível físico, emocional e mental para nos alinharmos com esta luz do espírito, porque somente quando estamos alinhados temos esta compreensão. Enquanto não nos alinharmos, estaremos falando sobre o gosto do suco de jabuticaba que nunca tomamos. Porque não vamos saber como é que é, vamos falar a respeito. É como a história do cego que vi outro dia na TV, ele disse: Eu sei que o céu é azul de ouvir falar, mas eu sou cego de nascença, eu não tenho a menor idéia do que é céu, nem do que é azul. Mas se alguém ,me perguntar se existe céu, eu direi que sim! Se perguntarem qual é a cor do céu, eu vou dizer que é azul! Conhecer o céu ou o azul? Eu não sei! Realmente não conheço, sei de ouvir dizer.

Enquanto nós não nos trabalharmos internamente, nós vamos falar a respeito de coisas que sabemos de ouvir dizer ou que estão escritas por aí em algum livro. Para sairmos disto e entrarmos no nível do conhecimento, somente quando nós nos alinharmos com o espírito. Para nós nos alinharmos com o espírito, têm muitas coisas que o nosso sistema de crenças e pensamentos, até hoje, tinha como ‘é assim’, que temos que rever. Por quê? Se é assim, porque os milagres não estão acontecendo naturalmente na nossa vida, como diz o Princípio que lemos hoje? Porque uma coisa está errada! Errado aonde? Ou no nível do pensamento, ou no nível da mente.

O que pode estar errado no nível da mente? As compreensões equivocadas que nós temos! Que nós herdamos, às vezes, dos nossos antepassados. Além de ter que dissolver o teu próprio, tem que compreender que aí está toda a força da crença dos meus antepassados que eu tenho que dissolver junto. O livro nos ensina como que eu vou fazer para trabalhar no nível dos antepassados? Isto está tão forte na tua mente, você tem todos os teu antepassados, desde Adão, fortalecendo um crença equivocada e você é esta crença materializada, você carrega os dez mil anos de existência dos teus antepassados, tudo no teu código genético. Você tem que dissolver toda esta montanha genética, onde uma crença equivocada está fortalecida, está construída por, sei lá, quantas mil pessoas que são toda a tua árvore genealógica que vem se estendendo e fortalecendo. Estendendo e fortalecendo esta crença do sofrimento e do sacrifício é o que nós estamos trabalhando hoje.

Vamos ver na Bíblia, no Antigo Testamento que lá eles acreditavam muito no sofrimento. Jesus disse: Acabou o sofrimento! Eu sofro por todos vocês! Eu pago esta conta! Eu sou o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, me ofereço em sacrifício por vós, para vossa salvação! Está paga a conta, acreditaram agora?

Passaram-se 2.000 mil anos, as pessoas acreditam que não precisam sofrer ou ainda estão ficando doentes e indo para o inferno? As pessoas estão ficando doentes, estão sofrendo, não conseguem se curar. Eu não me excluo disto, tanto que estou aqui me trabalhando para conseguir, junto com vocês, neste compartilhar chegarmos a conclusões para nos fortalecermos, para nos dar esta informação que nós herdamos.

A religião cristão está aí a 2.000, mas não mudou o que estava há 5.000 mil anos antes. O sacrifício, é justamente o que temos que entender, o crucifício de Jesus não conseguiu mudar a crença das pessoas, fortaleceu. Antes sacrificavam animais, agora, tem a crença que nós temos que nos sacrificar e crucificar. Antes tínhamos a crença que tínhamos que oferecer uma ovelha em sacrifício. Como Deus, o Pai, ofereceu o Seu Próprio Filho em sacrifício e eu como filho, então, tenho que me sacrificar , me crucificar. Eu vou ser, agora, o Cristo. Porque a idéia do Cristo é daquele que é crucificado. A gente brinca no dito popular: ‘Ah, escolheram pra cristo!’ Porque cristo é aquele que foi crucificado. Mudamos a crença que tem que sacrificar o cordeiro, para sacrificar a pessoa.

Participante: Mas nós nos sacrificamos porque erramos...

Jorge: Pecado é um veuzinho que encobre a luz. Retirar um véu é fazer uma Expiação. A cada Expiação nós retiramos um véu e lembrem-se do alinhamento! Porque quando eu estou com um dos meus corpos desalinhados a luz passa no vazio e este corpo fica no escuro, porque a luz do espírito é um raio vertical. Enquanto este corpo está no escuro, não é iluminado. Tenho que alinhar os corpos, esta é a razão das terapias que nós integramos ao estudo do livro, para não ficar só no intelecto, vamos trabalhar em todos os níveis.

Nas histórias de antigamente, quando uma pessoa entrava no mosteiro em busca de iluminação os mestres colocavam primeiro a pessoa na terapia do darma e da ação, do corpo e da mente. Usavam aquelas artes, o Yôga , Thai Chi Chuan, todas estas coisas que vêm do Oriente, porque nós estamos aqui apenas há 500 anos. O Ocidente é muito jovem, negou o conhecimento que vinha das pessoas que estão há 10 mil anos trabalhando.

Perguntaram para um mestre chinês, que era mestre dum mosteiro:

-Quantos discípulos tens aí?

-Aqui tem uns 200 discípulos!

-Por que eles não se iluminam?

-Porque enquanto não desfizerem todos os obstáculos à circulação da luz , a iluminação não vai acontecer

-E o que dificulta esta remoção dos obstáculos?

-Quando as pessoas têm problemas na mente, a partir dos traumas do nascimento e da infância, eles têm muitas dificuldades para remover. Então temos que trabalhar para fazer circular a luz nos pontos escuros.

Já trabalhavam, há 10 mil anos antes com a circulação da luz. Entendiam que é a luz que tem que circular.

Como é que se trabalha isto? Hoje a gente traduz de outras maneiras, mas era terapia, terapia, terapia.... e trabalhar para a compreensão no nível da mente para começar a compreender e aceitar na mente a Expiação e a remoção dos obstáculos, depois terapia, terapia, terapia...

Exercício da Semana: Vamos ficar alerta para escolher o amor, ao invés da dor.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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