UM CURSO EM MILAGRES
26 de dezembro de 2007
4ª feira

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,

sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

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Capítulo 7 – As Dádivas do Reino - VI. Da Vigilância à Paz

9. A tua mente está dividindo a própria aliança entre dois reinos e tu não estás totalmente comprometido com nenhum dos dois. A tua identificação com o Reino está totalmente fora de qualquer questionamento, a não ser para ti quando estás pensando de forma insana. O que tu és não é estabelecido pela tua percepção e não é influenciado por ela em nada. Os problemas percebidos na identificação em qualquer nível não são problemas de fato. São problemas de compreensão, já que a sua presença implica em que acreditas que o que tu és, cabe a ti decidir. O ego acredita totalmente nisso, estando inteiramente comprometido com isso. Isso não é verdadeiro. Portanto, o ego está totalmente comprometido com a inverdade, percebendo em total contradição com o Espírito Santo e com o conhecimento de Deus.

Participante: Jorge, gostaria de ouvir o teu comentário sobre o início deste parágrafo, eu não entendi esta parte ‘A tua mente está dividindo a própria aliança entre dois reinos e tu não estás totalmente comprometido com nenhum dos dois.’

Jorge: Na nossa mente dividida ainda temos uma aliança entre a nossa religiosidade, onde consideramos o acesso ao Reino do Céu, e entre as coisas materiais. Na verdade isso está na nossa própria mente dividida, separada do espírito. O espírito está à parte de todas estas alianças e divisões .

Isso parece compreensível se colocarmos assim: Um pessoa vai à igreja da religião que escolheu, uma vez por semana. É como se essa pessoa tivesse feito uma aliança com aquela igreja, participa uma vez por semana de uma celebração e o resto do tempo ela se dedica exclusivamente às coisas da matéria. Quando eu era criança, lembro que as pessoas diziam que: ‘... fulano vai na missa aos domingo e no restante da semana continua fazendo tudo errado..’ . Isso me ajuda a entender que, de fato, esta pessoa não está comprometida com a igreja. Como ela tem esta divisão que, parte ela vai para igreja, e parte ela faz outras coisas, fica entre o profano e o sagrado, dentro da sua própria mente, então ela também não está totalmente comprometida com o mundo. Isso é uma coisa com a qual o nosso espírito está à parte, porque ele está fora de tudo isso. De fato nós não nos comprometemos, nem como uma coisa, nem com outra .

O que nós conseguimos indo à igreja? Motivação para alcançarmos o espírito! A motivação para alcançar o espírito vai se concretizar quando a gente aceitar o Plano da Expiação. Enquanto isso, ninguém está no espírito. Se nós não temos nem o comprometimento, sequer, com a igreja que freqüentamos, se cair a igreja a igreja caiu.., se nem neste ponto temos comprometimento. Se não temos comprometimento com a nossa atividade material, se cair o prédio da empresa onde trabalho, então caiu.., eu não estou comprometido com isso, eu não tenho nada a ver com isso. Então de fato, não temos comprometimento com coisa nenhuma.

Conforme o livro que estudamos, a única coisa que pode fazer você se motivar é aceitar o Plano da Expiação. A partir deste momento você anda sozinho. Desde que se soube do adormecer de Adão, nunca se soube de um despertar em massa. Não acontece despertar em massa. Pelo que entendi a partir do livro, nuca vai acontecer.

O que acontece é que todos que estão trabalhando nesta linha estão trabalhando para motivar as pessoas a aceitar realmente o Plano da Expiação, e uma vez que você aceita, você tem que ser motivado..vai, pede perdão! ...te dedica mais!, ...oferece milagres! Você vai motivando a pessoa para que ela se comprometa com aquilo. No momento em que ela se compromete a ir buscar por si mesmo, daí que ela sai da divisão, aí que ela realmente sai do ego. Pelo que estou vendo aqui, nós ainda continuamos no ego, divididos entre uma coisa que nós queremos e outra coisa que queremos também. Queremos o parque de diversões ou queremos a escola? Mas nós não estamos comprometidos nem com uma coisa, nem com outra. Embora a gente queira ambos.

Tem uma história hindu que é assim: Um discípulo falou para o mestre que queria ter muito dinheiro para poder ajudar as pessoas. O mestre disse que existiam duas deusas, Lati e Sarasvati. Lati é a deusa da riqueza, da beleza da prosperidade material. Sarasvati era a deusa do Reino, a deusa que levaria as pessoas para o Céu. Se ele quisesse ter muito dinheiro tinha que se dedicar à Sarasvati, escolher o Reino, como diz no nosso livro, em outras palavras. O mestre disse também que, quanto mais você se dedicar à Sarasvati, que traz o Reino do Céu, mais Lati, que tem o reino da terra, vai tentar te conquistar. Lati vai te oferecer todas as coisas do mundo para tentar te conquistar. Tem um detalhe: Você não pode ceder. Porque no dia em que você se deixar conquistar por Lati, aí ela retira tudo que ela te deu. O nosso livro diz ‘o ego vai retirar tudo aquilo que ele te deu.’

Esta história expressa bem o que trabalhamos aqui que é a história do ego e do espírito. O livro diz ‘escolhe primeiro o Reino e tudo o mais te será dado por acréscimo’. A história hindu diz, escolhe primeiro Sarasvati, que Lati que é o mundo, vai te dar tudo o que você precisa. Mas você não pode deixar se conquistar pelo mundo. No momento em que você se deixa conquistar, aí ele te retira tudo. Você não tem mais nem Lati nem Sarasvati, assim você vai ficar egóico e pobre.

Participante: Grata pela compreensão das deusas, foi muito esclarecedora.

Jorge: Estas histórias ajudam a entender as divisões da nossa mente, como estamos entre dois reinos. Até então eu pensava que estávamos entre o espírito e o ego. Realmente a gente está entre o ego e o ego mesmo, a divisão está no próprio ego. Nem saímos do ego ainda...rsrsrs... às vezes temos alguns insights, que são algumas conexões que ainda são temporárias. Nosso livro explica que por mais santa que seja a visão, ainda é uma visão, ainda está sendo percebida. Realmente temos que nos dar conta, sim, que temos um problema, ainda estamos indo dentro do ego, de um lado para outro, porque não há um comprometimento pleno com alcançar o espírito. Como ainda não temos este comprometimento, temos algumas visões , conexões, que são temporárias. Se nós não nos dermos conta que temos que trabalhar no Plano da Expiação, que temos, sim, que buscar a desfazer os nossos equívocos desfazendo os nossos erros, fazendo o caminho de volta, nós não vamos.

Algumas vezes as pessoas dizem ‘não precisa fazer nada, já estamos todos perdoados, já estamos todos no Reino dos Céus’. Eu não estou vendo o Céu, não estou vendo que já estou totalmente perdoado, quando dou uma espiada para dentro de mim mesmo vejo que ainda não perdoei todas as pessoas, que ainda não perdoei tudo. Aos poucos, uma coisa aqui, outra coisa lá. Como eu dei o exemplo de Lao Tse. De repente perdoei, porque compreendi Moisés. Todas estas compreensões que a gente vai tendo, de perdoar os povos, as outras nações, e perdoar todos aqueles que, lá na nossa memória genética, ainda temos guardado algum rancor, alguma defesa alguma agressividade contra um povo, uma nação. Tudo isso fica muito bem explicado, também, aqui, porque ele diz que tudo isso é na verdade, falta de compreensão.

Eu não tinha perdoado Moisés , como foi a minha compreensão. Eu não tinha nada a ver com Moisés, mas me dei conta que eu não tinha perdoado Moisés por ter levado o povo da abundância do Egito para o meio do deserto. Quando eu me dei conta disto eu tive a compreensão do que aconteceu com Moisés. Todo este trabalho que a gente vai fazendo, a gente vai se dar conta que temos muitas coisas guardadas e não se dá conta. Por que este conflito? Por falta de compreensão!

Outro exemplo que eu menciono muito é do ostensório: Quando eu era criança ouvi falar que os povos egípcios, incas, astecas, eram povos hereges porque adoravam o sol. Quando eu tive a compreensão, na primeira vez que eu fui ao Egito, que o sol era o símbolo da luz de Deus, eu me lembrei no mesmo momento que na igreja que eu freqüentava tinha um ostensório no meio do altar e tinha uma parte da missa, acho que se chamava de ‘adoração’, a gente prostrava em adoração ao ostensório. Claro que aquilo é simbólico para se lembrar de Deus. A imagem do ostensório, é a mesma imagem, melhorada até, do disco solar usado por estes povos antigos, que tinha esta função. Realmente quando a gente alcança a compreensão, desfaz a crença equivocada, porque compreende, daí consegue apreciar e porque aprecia consegue amar. Alcançar a compreensão, apreciação, aí vem o amor. Você não pode amar alguma coisa que você não aprecia.

Se uma pessoa fica depreciando algo, como eu aprendi quando criança: ‘..os egípcios eram povos hereges, eles adoravam os sol, eles não adoravam a Deus’. Isto é uma forma de depreciação. Depreciamos porque não compreendemos. Como eu poderia amar os egípcios? Viram como são problemas de compreensão? Por causa dos problemas de compreensão das coisas é que vivemos dentro do nosso próprio ego num círculo, de onde não conseguimos sair, giramos, giramos dentro daquilo. A gente vai numa religião, se o sacerdote, ou o guru, ou aquele que orienta naquele caminho, mandar a gente lá pedir o perdão; ..também deves fazer isso.., quando ouvimos isso a gente vai embora.

Como trabalhamos bastante com a questão da abundância e do dinheiro no nosso grupo na internet, muitas pessoas se deram conta que temos crenças muito equivocadas porque não compreendemos de onde vem a energia para ganharmos o dinheiro. Achamos que o dinheiro não é de Deus. Mas queremos o dinheiro, mas não para investir em Deus, porque o que é de Deus eu não vou botar o meu dinheiro nisso. Não vou comprometer o meu dinheiro com essas coisas. Vou comprometer o meu dinheiro com outras coisas, mas vai na missa, e dá uns centavos, sem se comprometer. Deste parágrafo podemos ter muitas compreensões, como diz o próprio parágrafo, todo o nosso problema é falta de compreensão.

Se nós começamos a compreender como funciona a mente das pessoas, por que funciona desta maneira, nós estamos nos curando e estendemos esta cura para as outras pessoas que estão conosco.

Participante: Quando você perdoou Moisés, você também não deveria se perdoar por ter percebido de maneira equivocada?

Jorge: Sim! Porque dar o perdão e receber é a mesma coisa. Eu só consegui me perdoar por ter percebido equivocado, quando eu me dei conta que eu tinha percebido equivocado. Mas para isso eu tive que compreender o que acontecer e perdoar ele para que eu conseguisse perdoar a minha crença equivocada. Porque isso é a minha crença equivocada. Eu nem sabia que eu tinha esta crença equivocada, que eu tinha que perdoar Moisés. Moisés era um personagem bíblico. Nunca me ocorreu de que eu deveria pedir perdão a ele, ou que eu deveria perdoá-lo.

Participante: Me ocorreu o seguinte: Se eu não concordo, por exemplo, com Moisés, ao invés de ir contra aquilo que Moisés fez, eu peço para o Espírito Santo que me esclareça, que ilumine o meu entendimento. Eu não estou conseguindo ver o que aconteceu, não consegui compreender, pois ele fez o que tinha que ser feito no momento. Por esta razão a gente não deve julgar ninguém. Então, eu tenho que pedir para que eu consiga ver a coisa correta, como ela realmente aconteceu. Daí vou conseguir me perdoar, sem julgar se aquilo está certo ou errado.

Participante: Para me perdoar e perdoar o outro eu tenho que, primeiro, saber que a minha percepção está equivocada em relação aquele episódio. Neste final de semana eu consegui desfazer mais um equivoco da minha mente. Um equivoco que eu tinha em relação a uma pessoa.

- Eu participei do velório de um cunhado meu, sentada num banco, de repente sentou uma pessoa ao meu lado, era uma professora de 35 anos atrás, na época eu era adolescente. Ela era professora de Moral e Cívica. Era uma professora muito rígida, exigente, corrigia muito a gente, por exemplo, a gente arrastava muito os pés naquela época e ela chamava sempre a nossa atenção. Eu fiquei com aquela percepção equivocada em relação à ela.

Começamos a conversar e pedi perdão para ela e disse que eu passava na frente da casa dela e eu pensava de forma errada em relação à ela, mas que naquele momento eu estava vendo quantas coisas boas ela me ensinou naquela época. Até hoje, no meu caminhar, eu lembro dela, ela corrigiu o meu caminhar. Ela achou muito engraçado, me abraçou e me beijou.

Disse para ela que eu tinha compreendido que ela não fazia isto por maldade para gente, mas que realmente ela foi um professora que queria o meu bem. Por um momento olhei para ela e vi que ela queria o meu bem mesmo e que na época eu estava equivocada. Consegui pedir perdão para ela.

Com tantas pessoas naquele velório, justamente ela sentou do meu lado, me senti muito agradecida pela oportunidade que o Espírito Santo me proporcionou. Na verdade eu me perdoei por todo aquele equivoco em relação à ela e perdoei à ela também, nós duas ficamos zeradas.

Jorge: Antes de passarmos para o parágrafo seguinte, já que estamos trabalhando esta questão do perdão e perdoar, vou comentar minha história em Portugal.

Aconteceu assim: Em maio deste ano estivemos em Portugal, Raquel e eu. Num determinado momento pegamos um táxi. Era um carro muito bom, com GPS, com todo o conforto, começamos a conversar com o motorista do táxi, não lembro ao certo se ele perguntou de onde eu era, ou se eu disse que era do Brasil, ele disse assim: Vocês lá, por acaso, têm carros bons, assim igual a este? Quando ele perguntou isso, não sei de onde aflorou uma raiva e disse: Não, lá no Brasil nós não temos carros iguais a este, porque nós temos que mandar todo o dinheiro que ganhamos para os royalties, para o rei de Portugal. Eu disse aquilo sério e com raiva. Neste momento, eu me dei conta, que não sabia de onde que isso vinha, não deve ser coisa da minha época, deve ser coisa que eu trouxe na genética. Me dei conta que eu tinha raiva dos portugueses do tempo que se mandava ouro para o rei de Portugal. Eu nunca tinha percebido que eu tivesse algum conflito com relação à Portugal. Eu disse aquilo de uma maneira tão forte que eu notei que o motorista ficou desconcertado. Para compensar energeticamente o que eu disse, porque as minhas palavras foram muito fortes, para mim, acho que foram para ele também, ele disse: Neste caso eu queria ser o rei de Portugal! Daí eu falei: Tu já és o rei de Portugal, tens um carrão...(risos)

A partir daquele episódio eu comecei um processamento interior de perdão, eu jamais tinha dentro de mim conhecimento que tinha guardado, não sei onde, não sei de onde que tirei isso, porque isso de ter raiva contra Portugal, não me foi ensinado, nem na escola, não lembro de qualquer citação que pudesse me levar a ter alguma coisa contra Portugal, ou contra os portugueses, que aliás eu sempre achava os portugueses muito carinhosos. Daí comecei um processo interior de perdoar aqueles sentimentos que afloraram. Trabalhei muito isso. Todo um trabalho interno. Todos os dias em que ficamos em Portugal eu trabalhei isso, muito, muito. Quando entramos no avião para voltarmos para o Brasil, coloquei os fones de ouvido, selecionei músicas de Portugal, eu gosto dos fados, neste momento estava tocando uma música que dizia assim: que ‘tudo que eu precisava fazer era declarar o meu amor por Portugal!’ Aquilo foi tão forte para mim, parecia que estava dizendo que eu tinha conseguido desfazer uma coisa que eu nem mesmo imaginei que eu tinha dentro de mim.

Acho que realmente eu consegui desfazer uma coisa que eu não sabia, da mesma forma eu não sabia de Moisés, eu não sabia de Lao Tse, do Ramsés . Quando o livro diz assim: Para você se liberar do mundo, você precisa perdoar o mundo. Aí eu tive esta compreensão também.

Como é que é ‘você tem que perdoar o mundo para se liberar do mundo? É isso! Como é que eu poderia me liberar do mundo se eu tinha uma coisa, mesmo sem me dar conta, contra os portugueses, se eu tinha uma coisa contra Moisés, ou se eu julgava Lao Tse, porque ele montou num touro ou num búfalo e foi embora . Conforme a Alzira falou, tem uma versão que diz que ele montou num búfalo e foi embora.

Como a Graça muito bem colocou, isto é julgamento. Estamos julgando, porque ainda não compreendemos.

Todos os nossos problemas são, na realidade problemas de incompreensão. Não compreendemos, então julgamos. As percepções equivocadas, que geram crenças, que geram padrões de comportamento que se estendem através das gerações. Os nossos descendentes não vão nem saber de onde vieram estas crenças equivocadas, não vão nem saber que eles têm isso nos seus conteúdos. Assim como eu tinha uma crença equivocada em relação a Moisés. Quando eu comecei a questão de Moisés, comecei a pesquisar sobre os dez mandamentos, descobri que os dez mandamentos de Moisés tinham surgido das 42 confissões negativas do livro dos egípcios, das iniciações egípcias. Julgamentos, julgamentos, até que culminou com a minha ida até o Monte Sinai.

Participante: Eu quero te agradecer pela tua explicação sobre Portugal, porque me fez entender várias coisas que estão me pegando aqui, do mesmo tipo, que eu vou resolver.

Jorge: Temos que perdoar todos os povos, porque o Brasil é um país que foi invadido , foi descoberto, mas foi invadido por muitos povos. Embora a gente seja descendente destes povos, muitas coisas não perdoamos . É muito difícil perdoar o povo que domina. Portugal não domina mais o Brasil, de onde veio esta percepção que eu tinha em minha mente. Continuo buscando dentro de mim, percebo que tenho que perdoar outros povos.

10. Tu só podes ser percebido significativamente pelo Espírito Santo porque o que tu és é o conhecimento de Deus. Qualquer crença que aceites à parte disso vai obscurecer a Voz de Deus em ti e, portanto, obscurecerá Deus para ti. A não ser que percebas a Sua criação verdadeiramente, não podes conhecer o Criador, pois Deus e a Sua criação não são separados. A unicidade do Criador e da criação é a tua integridade, a tua sanidade e o teu poder sem limites. Esse poder sem limites é a dádiva de Deus para ti, porque ele é o que tu és. Se dissocias dele a tua mente, estás percebendo a mais poderosa força do universo como se ela fosse fraca, porque não acreditas que és parte dela.

Jorge: Como nós separamos a Criação de quem criou, separamos a Criação de Deus, nós percebemos a força do Universo, que é Deus, como se ela estivesse fraca, como se ela não tivesse força, porque nós começamos a acreditar que a força está conosco. Quando Jesus disse que ‘nem só de pão vive o homem’, ele quis dizer que a energia que nós recebemos vem do Céu, a energia vem de Deus e não do pão da terra que nós plantamos, colhemos, amassamos. Passamos a acreditar que só o que nos alimenta são as coisas que vêm da terra, que é a energia para o nosso corpo e para a nossa mente. O corpo, como vem do pó, que alimentamos com pão, é apenas o corpo, alimentamos para manter o corpo. A energia da mente não vem da terra. O corpo troca de células a cada sete dias. A energia para movimentar o corpo vem do Céu.

Mesmo recebendo esta energia da qual nunca nos desligamos, mas cremos que estamos separados e que ela é fraca, que a força está conosco e que ela vem daquilo que nós extraímos da terra. Quando nós temos esta percepção equivocada precisamos, então reavaliar para nos lembrarmos que a energia vem realmente do Céu, que energia vem de Deus. Que esta energia que vem de Deus nós devemos devotar, parte dela, para fortalecer a presença do espírito. Assim conseguimos, outra vez, associar a nossa energia com a energia Divina. O livro coloca assim: se tu dissocias a energia de Deus da tua, tu passas a perceber a energia de Deus como se ela fosse fraca. Quando voltamos a associar a nossa energia com a vida que vem de Deus, aí começamos a lembrar.

11. Percebida sem a tua parte nela, a criação de Deus é vista como se fosse fraca e aqueles que se vêem enfraquecidos, de fato, atacam. No entanto, o ataque tem que ser cego, porque nada há que atacar. Portanto, eles inventam imagens, percebem-nas como indignas e as atacam por sua indignidade. Isso é tudo o que é o mundo do ego. Nada. Ele não tem significado. Não existe. Não tentes compreendê-lo porque, se o fizeres, estás acreditando que ele pode ser compreendido e é, portanto, capaz de ser apreciado e amado. Isso justificaria a sua existência, a qual não pode ser justificada. Tu não podes fazer com que o que é sem significado seja significativo. Isso só pode ser uma tentativa insana.

Participante: Compreendi que não nos percebemos como Filhos de Deus, nós nos percebemos separados de Deus, por isso nos sentimos limitados e fracos, por não nos sentimos fortes o suficiente, começamos a projetar as fraquezas em coisas e pessoas no exterior.

Uma outra coisa que chamou a minha atenção é que não devemos tentar compreender o ego. Para podemos chegar neste estágio de abandonarmos o ego, acredito que um caminho seja enfraquecê-lo gradativamente, para isso acontecer precisamos fortalecendo a conexão com o espírito, aumentando a nossa compreensão, nossa luz interior, levando perdão para aquilo que a gente vai compreendendo, acredito que é desta forma que vamos enfraquecer o ego gradativamente, já que, como diz neste parágrafo ao tentar compreendê-lo estaremos fortalecendo justamente o que não queremos.

Jorge: Uma psicóloga, uma vez colocou para mim, pessoalmente, que sem o ego nós não podemos viver, que o ego é a nossa própria sobrevivência. Ela dizia isso com aval científico de estudar e compreender o ego.

Agora estou compreendendo por que eu não tenho que estudar o ego. Realmente eu tenho que estudar, me dedicar, me devotar a alcançar o espírito. Toda a energia que devoto para alcançar o espírito, vai aos poucos desvendando os mecanismos do ego e os mecanismos que eu utilizo para me manter afastado. Assim como temos a história do Gepeto e do pinóquio, não tenho que compreender pinóquio, mas eu hoje compreendo o que aconteceu com pinóquio, donde vem a energia que dá vida ao pinóquio, uma vida que não é real, que é uma mentira, porque esta vida é tirada da mente do Gepeto.

Assim como eu tenho dito que o meu ego é o pinóquio, eu não tenho que compreender o pinóquio, eu tenho que desfazer as mentiras do pinóquio, porque elas me impedem voltar para Gepeto. Como a minha mente está dividida, não está realmente comprometida com a volta, não adianta eu tentar estudar o ego para entender o ego.

Quando a gente diz que lá na esfinge está escrito ‘Decifra-me ou eu te devoro’, é justamente porque as pessoas não se dão conta que têm ego. Elas andam em círculos naquele mundo, sem comprometimento nem com religião, nem com igreja, nem com o seu local de trabalho. Como vão à igreja, então tudo bem, estão salvos, como elas vão trabalhar, está tudo bem, então o dinheiro no final do mês está salvo.

Não nos comprometemos com a empresa onde trabalhamos, nem com a igreja. Na empresa onde trabalhamos a gente só dá quilo para garantir o salário no final do mês, e na igreja que freqüentamos a gente vai o suficiente, com a crença de que no fim da vida vá se ter pontos positivos para alcançar o Céu, por ter ido à igreja aos domingos. Enquanto estamos nesta situação, não nos damos conta que estamos no ego ainda. Quando a gente se dá conta que tem o ego, a partir deste momento vamos tentar compreender que temos o ego. Quando a gente se dá conta que não é o ego, que é espírito, a partir deste momento a gente vai se dar conta que o real é o espírito. Quando você chegar à conclusão que o espírito é a única realidade que existe, você não tem mais que ficar estudando o ego, porque senão você vai tentar entender o ego, você tem que tentar alcançar o conhecimento do espírito.

Imagine que a gente fique aqui estudando tipos de personalidade. Neste estudo de personalidades, provavelmente vamos estudar como tal pessoa se comporta; ...como a outra pessoa se comporta.. Ora, se somos todos iguais, que todos nós somos espírito, somente os tipos diferentes de comportamento, são os tipos e padrões do ego, é como o ego se comporta. Isto eu não preciso mais estudar! Senão vou passar a acreditar que tal pessoa é assim porque ela é só o padrão de comportamento. Daí vou acreditar que os padrões de comportamento são reais e não o espírito.

O que a gente tem que fazer? O terapeuta que percebe padrões de comportamento equivocado, faz, então, um trabalho para desfazer os padrões equivocados de comportamento e não para fortalecer aquele padrão de comportamento.

Lembro que nunca pedi para fazer o meu mapa astral. Algumas pessoas estiveram aqui e me ofereceram, para não ser indelicado, aceitei. Mas nunca tive a curiosidade de ler. Um em especial pediu uma entrevista para explicar o mapa astral. Então eu fui, outra vez para não ser indelicado. Sentei na sua frente e ele começou a explicar como que eu deveria ser, segundo a minha data de nascimento, o lugar onde eu nasci, a hora em que nasci, por isso eu tinha que ter tal padrão de comportamento.

Eu disse para ele que aquele padrão de comportamento não era uma coisa que eu desejava, não era, dentro da minha compreensão, algo que seria uma virtude. Eu Disse que eu não concordava com aquele padrão de comportamento, não o achava correto. Então ele falou: Se você não é, você tem que começar a trabalhar para ter este padrão, porque isto está no teu mapa, você tem que ser assim! Eu falei: Me desculpe, mas eu não vou aceitar ser como o mapa astral diz, eu tenho que ser como Deus me criou, eu sou espírito. Eu não tenho que ser diferente das outras pessoas.

Este é um exemplo pequeno de uma experimentação minha, que ajuda explicar este aspecto, quando o parágrafo fala que nós não devemos estudar para tentar compreender o ego.

No nível em que estamos de compreensão do Curso em Milagres, a maioria de nós já é terapeuta, estabelecidos ou não, porque nós estamos ensinando outras pessoas aquilo que estamos aprendendo, inspirados, ‘in espírito’, nos momentos em que ajudamos as pessoas, estamos tendo a compreensão de que temos que desfazer os padrões equivocados que a pessoa tem e não fortalecer os padrões equivocados. Por que você é de tal signo, ou porque você é de tal tipo humano, de tal tipo cósmico, ou de tal raça, ou de tal religião ou de tal lugar.

Toda a experiência que temos de poder viajar e conhecer outras culturas isto é muito valioso, estou compreendendo, que realmente nós julgamos muito as outras pessoas. Julgamos porque não compreendemos. Quanto nós julgamos os muçulmanos, os árabes, os chineses, os japoneses, às vezes, sem nos darmos conta os portugueses, os franceses, os alemães, os romanos, os italianos, em fim todos os povos antigos, aqueles povos que invadiram tais povos e que invadiram e que foram invadidos, que fizeram isto e que fizeram aquilo. Quanto nós julgamos estes povos! E tudo é falta de compreensão.

Porque nós não podemos compreender os orientais, nós os julgamos. Porque eles não podem compreender a nossa maneira, eles nos julgam também. Todos os problemas que temos são falta de compreensão.

Este foi outro parágrafo muito bom que nós lemos, outra vez nos ajudou a compreender bem isto, sobre por que não temos que estudar para compreender o ego. É o que muitas pessoas fazem, estudam e dão verdadeiros veredictos de como é que a pessoas tem que ser, como ela tem que se comportar, por que ela se comporta de uma determinada maneira. Se você diz: Você se comporta dessa maneira porque você é de tal tipo, de tal selo, você sela a pessoa e ela começa a acreditar que ela é assim. Quantas vezes eu escuto ‘ah eu sou assim mesmo, porque sou de tal signo..’ Isto é usado para justificar atitudes que nem a pessoa aceita, até ela usa para justificar as suas crenças equivocadas. Se nem você está de acordo com tal modo de ser, com tal comportamento, então deixe de ser!

Participante: Assisti um filme chamado ‘Minha vida em outra vida’ é sobre uma vivência de reencarnação, baseado em fatos verídicos. Enquanto o Jorge falava me reportei aquele filme e vi a importância do perdão. Como o relato do Jorge sobre Portugal, a gente não sabe de onde vem aquilo que está registrado dentro, não sei se é reencarnação, ou se é dos antepassados. São tão importante estas oportunidade de realmente dar o perdão, porque senão se arrasta aquilo e leva para adiante por gerações e gerações estes sentimentos de culpa.

Jorge: Na semana passada falando sobre as compreensões que estou tendo no Egito, as oportunidades de perdão e de perdoar, de encontrar coisas guardas lá dentro, comentei com a Raquel que deveriam ser antepassados bem longínquos, porque eu não me lembro de nenhum parente de origem árabe, no entanto eu chego lá e consigo ter tantas compreensões e trabalhar tanto com o perdão e a ter encontros com pessoas para perdoar, encontros às vezes, muito significativos com determinadas pessoas. Aí eu me lembrei de uma coisa: O meu pai foi casado duas vezes, no casamento com a minha mãe ele teve três filhos e no casamento anterior ele também teve três filhos. O nome dos filhos do casamento anterior, da moça é Lídia, e dos outros dois, um é Omar e o outro é Hermes. Me dei conta que Omar é um nome de origem árabe, Hermes era como os gregos chamavam o egípcio, Hermes Trismegisto, Lídia também é um nome árabe. Aí fiquei pensando será que a primeira esposa do meu pai era árabe? De onde tiraram estes nomes, são todos nomes orientais. Comuniquei-me com meus irmãos, mas nunca falamos a respeito da mãe deles, quando eu os conheci já eram adultos e casados. No casamento a gente casa a mente, casam as mentes, você une a tua genética com a genética da outra pessoa.

A Graça está colocando que é tudo tão complexo, e pergunta se a gente um dia vai chegar a ter conhecimento do Todo. Eu diria que sim, Graça! A gente vai alcançando, quanto mais a gente desfaz, mais a gente alcança. Aí sim, teremos conhecimento, a compreensão do Todo, isso vai dissolver o ego. O ego nada mais é do que bilhões de fragmentos que são pedacinhos divididos da nossa mente que se multiplicam, à medida em que vamos dividindo cada vez mais a mente, dividindo, dividindo. Orar e vigiar a mente para não dividir mais. Eu estou começando um trabalho intenso de vigiar e orar. Este ano que inicia agora, vou me propor a isto.

Por estes dias eu queria usar o elevador e só tinha um ligado, demorou, demorou..de repente me dei conta, comecei a orar, orar, o elevador chegou, eu desci, parei de orar, vi se tinha ainda algum sentimento de raiva. A gente não quer dizer que é raiva, mas é. Tanto faz se têm os dois elevadores, se tem um só, se tem isso, aquele outro.

12. Permitir a entrada da insanidade em tua mente significa que não julgaste a sanidade como algo totalmente desejável. Se queres alguma outra coisa, vais fazer alguma outra coisa, mas pelo fato de ser outra coisa, ela vai atacar o teu sistema de pensamento e dividir a tua aliança. Tu não podes criar nesse estado dividido e tens que ser vigilante contra esse estado dividido, porque só a paz pode ser estendida. A tua mente dividida está bloqueando a extensão do Reino e a sua extensão é a tua alegria. Se não estendes o Reino, não estás pensando com o teu Criador nem criando como Ele criou.

Jorge: Desde o tempo que estou aqui, trabalhando com isto à que estou me dedicando, eu tenho reunido grupos para cursos, para estudos, para atividades, eu já perdi a conta de quantas pessoas já passaram pelo grupo de estudos do Curso em Milagres, quantas vezes já reiniciamos o grupo de estudos. Quantas vezes a sala estava cheia e depois esvaziou, quantas vezes pessoas ficaram aqui dois, três anos, às vezes mais , um pouco menos, de repente ela sai. O que acontece, quando uma pessoa, às vezes, já alcança uma compreensão já tão boa como o Curso em Milagres, e ela resolve sair?

Muitas vezes a gente se dá conta que em algum momento a pessoa não quer mais isso. Qual é o momento em que a pessoa se dá conta que ela não quer mais isso? É no momento em que ela divide a mente e vai fazer outra coisa. Isso demonstra que, naquele momento, a pessoa não quer, ela diz ‘não quero, quero outra coisa’. Se a pessoa quer outra coisa, vá fazer outra coisa se não é isso que quer agora. O próprio livro diz, que as pessoas vão vir neste curso e vão ficar o tempo que quiserem e vão aprender o que querem naquele momento e são livres para saírem e retornar se quiserem, quando quiserem. No entanto, diz no livro, isso é um curso obrigatório, todos vão ter que fazer, algum dia, todos vão concluir este curso. Não exatamente se referindo à ‘Um Curso em Milagres, porque ele diz que este é ‘Um’ curso. Não é ‘O’ Curso. É um entre tantos outros que levam de volta para o amor ou para o Céu. Apenas este é o Curso que eu escolhi fazer neste momento.

Quando a pessoa divide a mente para fazer outra coisa? Estamos buscando alguma coisa no nível espiritual, assediados diariamente com convites para tudo. Uma vez ouvi alguém falar em ‘grupo de estudos da banana madura’ , porque tudo que convidavam ela iria, se é ali, se é lá. O que acontece? Você divide a tua mente , não porque aquele outro grupo não seja bom, mas por que a maneira como é colocado lá, é diferente da maneira como nós colocamos aqui. Isso faz parecer que lá é diferente.

Então o que acontece? Acontece que a pessoa começa a criar uma divisão na mente, divide a mente entre o Curso em Milagres e uma outra coisa, daqui a um pouco ela não tem mais certeza se ela quer o Curso em Milagres ou uma outra coisa. Como diz o curso, se você quer uma outra coisa, então vai fazer uma outra coisa. Porque senão a pessoa vai trazer a divisão para dentro do grupo, por isso temos que liberar a pessoa.

Sempre tive a compreensão que se a pessoa quer sair, deixa a pessoa ir, eu nunca tentei trazer a pessoa de volta, porque não adianta, a pessoa que saiu é porque ela não quer mais isto. Se colocarmos em analogia, com o que este parágrafo está dizendo, quando a pessoa, não que a sanidade esteja aqui e somente aqui, mas como analogia, este é um entre outros tantos caminhos que levam à sanidade. Quando a pessoa ainda não escolheu a sanidade, ainda dá valor a uma outra coisa, então ela ainda está dividida. Só que quando ela escolhe alguma outra coisa e que não é o caminho da sanidade, esta outra coisa vai se voltar contra ela. Tudo isto que não é o caminho da sanidade, vai se voltar contra você. Que fique bem claro, o ‘grupo de estudos da banana madura’ não é insano, é uma outra maneira de trabalhar para alcançar a sanidade. Não é isto que o livro coloca.

Não é para separar, não é porque a pessoa vai em tal lugar e aqui é o único lugar onde alcançamos a sanidade, não é isto! O livro coloca isto num outro nível, em que enquanto a pessoa não escolher a sanidade, seja em qual grupo que ela esteja, não importa se é o Curso em Milagres, ou a igreja a b ou c, o que importa que ela escolha um caminho e ela realmente se comprometa com aquilo. Mas é difícil para a pessoa quando a pessoa está num caminho e não se compromete com aquele caminho. Então realmente ela não está comprometida, ela tem que ficar ali até se comprometer ou se dar conta que não é aquilo que ela quer, ou se quer alguma outra coisa, então ela deve ir em busca de alguma outra coisa.

É isso que geralmente acontece nos grupos e religiões, as pessoas permanecem até elas conseguirem escolher se querem aquele caminho, ou se ainda querem uma outra coisa, e isto não exclui nada por insanidade. Insanidade é quando a pessoa não quer caminho nenhum, escolhe outra coisa que não seja um caminho que leva ao espírito, não importa qual seja, mas sim, quando ela escolhe outra coisa, porque esta alguma outra coisa vai voltar-se contra a pessoa. É isto eu compreendi.

Participante: Às vezes me perguntam como que é o Curso, eu vou colocando alguns ensinamentos do livro, então, algumas pessoas brincam ‘ah você quer virar santa!’. Agora eu estou com vontade de falar que quero, só que ainda não consegui falar, porque daí vem toda uma explicação, que santidade é sanidade da mente, a cura, mas um dia vou conseguir falar.

Jorge: Eu dizia isto para a minha mãe, enquanto ela estava conosco, sentada na cadeirinha de rodas, que ela iria virar santa Tereza . O ego dava um salto e ela dizia: ‘tu é louco, santo jamais, como tu podes dizer uma coisa desta?’. Como se aquilo fosse uma coisa que não era para ela. Ela dizia ‘isso não é para mim!’ Eu dizia ‘tu vais ficar santa, santa Tereza’, no final ela já ria, ela não se opunha mais.

Eu há muito tempo digo ‘eu estou aqui só para ir para o Céu, não tenho nenhum outro objetivo!’. As pessoas me dizem: ‘Jorge, eu vou precisar 500 vidas’. Eu digo: Não precisa, precisa só uma, o que você precisa te comprometer em uma vida. Por que a gente não alcança numa só existência? Porque a gente não está comprometido com isso!

Se você se comprometer inteiramente a ficar rico, você fica. Se eu me comprometer a ficar muito rico, eu fico, mas daí não vou fazer outra coisa, só vou trabalhar para isto. Muitos jovens vão para os Estados Unidos ou Europa para ganhar dinheiro. Eu tenho uma amiga que está na Bélgica, em Bruxelas, ela trabalha, faz três faxinas por dia está ganhando bastante dinheiro, já ganhou dinheiro para comprar apartamento, mas se você fizesse isso aqui, você também não iria ganhar tanto dinheiro? Porque aqui você não se comprometeu totalmente com ‘vou trabalhar para ganhar dinheiro’. As pessoas que vão para fora e se comprometem com isto elas fazem qualquer tipo de trabalho.

Se você se comprometer com ganhar dinheiro e esquecer todo o resto, você ganha, mas nem com isto nós estamos totalmente comprometidos. O livro coloca isto para transferirmos isto para o nosso dia-a-dia, se eu me comprometer totalmente para me santificar nesta vida, claro que eu vou conseguir. Neste Natal, duas pessoas fizeram pedido e comentaram comigo os seus pedidos. ‘Quero ir para o Céu’. Você vai, só não sei dizer quando. Uma falou, ‘mas eu quero ir nesta vida Jorge!’. Eu disse: Você vai nesta vida, primeiro porque esta vida é a única que existe, não existe outra. (risos).

Tem este hábito para deixar para depois, se não for nesta, vou em outra vida...é como a pessoa que consegue emprego aí tem que desempenhar determinada tarefa e não faz a tarefa para a qual foi contratada para fazer, ‘ah no outro emprego eu faço..’, .

Bom, você já está aqui nesta vida, por que deixar para fazer na outra? Eu não sei se tem outra encarnação, a gente chama de ‘outra vida’ de ‘outra encarnação’, eu não sei se tem ou não, o que eu sei que eu tenho esta. Isto não quer dizer nem que eu acredite na reencarnação e nem que eu desacredite. Apenas é uma postura que tomei para mim de eu dizer para mim mesmo ‘eu acredito nesta e é nesta que eu vou trabalhar, vou me comprometer ao máximo possível com alcançar o espírito’. Como o livro coloca, se você não se comprometeu ainda, você pode estar querendo alguma outra coisa. Então vá em busca desta alguma outra coisa.

Têm histórias de discípulos que chegavam até os mestres no oriente e diziam’ Mestre, eu quero ser o seu discípulo’. O mestre perguntava: ‘Você ainda quer um carro importado?’ O discípulo respondia: ‘Sim, quero!’ O mestre orientava: Então vá primeiro comprar o carro importado, depois você volta.

A pessoa ainda queria uma outra coisa, ele não iria se comprometer com o mestre a seguir o caminho espiritual. Se você ainda quer uma outra coisa, vá buscar esta alguma coisa. Só que o carro importado vai se voltar contra você.

Como o carro importado pode se voltar contra mim? Primeiro você vai trabalhar 2 a 5 anos para comprar o carro importado, depois você vai trabalhar o resto da vida para sustentar o carro importado, não vai ter tempo para você se dedicar ao espírito.

Aquela história volta outra vez, Lati e Sarasvati. Busca Sarasvati, busca primeiro o Reino e tudo o mais Lati te dará por acréscimo. Você pode ter o carro importado .

Outro dia alguém falou: Os sacerdotes que recebem o dízimo estão cada vez mais ricos. Eu disse: E as pessoas que dão o dízimo também! Isso não se percebe. As pessoas que se negam a dar o dízimo estão cada vez mais pobre e aquele que dá cada vez ganha mais. Quando a gente compreende que dar e receber é a mesma coisa, e algumas igrejas ensinam a fazer isto com dinheiro, por exemplo, ‘dá 100 para ganhar 500’, a gente critica, mas isso é um desbloqueio na mente para a pessoa aprender que dar e receber é a mesma coisa. A primeira coisa é julgar ‘só pedem dinheiro’, depois quando você compreende que o sacerdote está fazendo para a pessoa entender que ela tem que dar para receber, senão ela não recebe nada. Aí começamos a ver que muitas coisas não estão tão erradas como nós julgamos.

Participante: Hoje eu assisti uma coisa muito engraçada numa farmácia. Eu estava na fila para ser atendida. Tinha uma pessoa que ficou bastante tempo discutindo preço, pedindo desconto, e a fila aumentando. Quando ela resolveu comprar, pagou com uma nota de 50 reais, quando o a moça do caixa deu o troco, colocou-o sobre o balcão, imediatamente bateu um vento e espalhou todo o dinheiro. Até aquele momento não tinha vento nenhum.

Gostei muito da nossa reunião, novamente. Fechei muitas dúvidas , cada vez que fecho dúvidas dá um clarão na mente, fecha as divisões.

Eu estou aqui só para ser verdadeiramente útil.
Eu estou aqui para representar Aquele Que me enviou.
Eu não tenho que me preocupar com o que dizer ou o que
fazer, porque Aquele Que me enviou me dirigirá.
Eu estou contente em estar aonde quer que Ele deseje,
sabendo que Ele vai comigo.
Eu serei curado na medida em que eu permitir que Ele
me ensine a curar.

 

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