Capítulo 1- O Significado dos Milagres
III. Expiação e milagres

1. Eu estou a cargo do processo da Expiação que empreendi começar.
Quando ofereces um milagre a qualquer um dos meus irmãos, tu o fazes para ti mesmo e para mim. A razão pela qual vens antes de mim é que eu não necessito de milagres para a minha própria Expiação, mas estou no final no caso de falhares temporariamente. A minha parte na Expiação é cancelar todos os erros que, de outra forma, não poderias corrigir.
Quando tiveres sido restaurado ao reconhecimento do teu estado original, tu mesmo naturalmente passas a ser parte da Expiação.
Na medida em que compartilhas da minha recusa em aceitar o erro em ti e nos outros, não podes deixar de unir-te à grande cruzada para corrigi-lo;
escuta a minha voz, aprende a desfazer o erro e age para corrigi-lo.
O poder de trabalhar em milagres te pertence. Eu proverei as oportunidades de fazê-los, mas tens que estar pronto e disposto. Fazê-los vai trazer a convicção dessa capacidade, pois a convicção vem através da realização.
A capacidade é o potencial, a realização é sua expressão e a Expiação, que é a profissão natural das crianças de Deus, é o propósito.
 
 
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O trecho que mais me chama a atenção é "...minha recusa em aceitar o erro em ti...não podes deixar de unir-te à grande cruzada para corrigi-lo."
Lembro na escola primária, quando uma boa professora de matemática se recusava a aceitar meus erros, apesar da minha preguiça em aprender e fazer certo. Numa das últimas provas do ano, quando eu já havia atingido a nota necessária para passar para a próxima série, respondi algumas questões mais fáceis e desisti das mais difíceis. A professora, Teresinha, viu a cena e percebeu minha intenção. Por mais estranho que pareça, ela ficou ao meu lado, me incentivando e dizendo: "Vamos lá, vamos tirar 10 nesta prova!". Ela recusou-se a aceitar meu erro e ajudou-me a corrigi-lo. Ela não teve pena ou foi condescendente comigo; não me deu a nota 10 apenas baseada no meu potencial. Tive de corrigir o erro para isto.
Recusar-se a ver o erro, o pecado, o equívoco, o defeito no outro, não implica em dar um salvo-conduto para um novo erro. Pelo contrário, este comportamento coloca a responsabilidade no seu devido lugar, o de quem cometeu o erro. Quando escolho o oposto - ver o defeito no outro - estou reforçando este equívoco na pessoa, gerando raiva dentro dela e colocando uma culpa a mais. A reação do outro é o de transferir a responsabilidade pelo erro para fora de si, perdendo o foco do que deve ser corrigido.
Por vezes temos muito orgulho de ver tão claramente os problemas pessoais e os erros cometidos por outras pessoas. "Quem está de fora sempre vê melhor!", dizemos frequentemente. E estas lentes egóicas são lenha farta para a fogueira das fofocas e conversas inúteis entre as pessoas. Julgamentos e mais julgamentos.
Quando dirigimos um olhar amoroso ao nosso irmão estamos usando as lentes do Espírito, e esta é a única escolha a ser feita. Esta lente filtra as palavras e atitudes do outro, eliminando o que vem do ego e deixando passar somente o Amor.


O Espírito Santo que habita em nós está sempre a disposição, esperando que nós, de livre e expontânea vontade desejemos estar com Ele. Na medida em que ofereço milagres aos meus irmãos estou sendo beneficiada pois enquanto estiver oferecendo milagres, estarei conectada com Ele e meu irmão também será beneficiado, pois estou mandando amor para ele e não julgamentos. Quanto mais permanecer conectada com o Espírito Santo, menos tempo sobrará para estar no ego e consequentemente estarei fazendo expiações. Se eu estiver conectada com o Espirito Santo, saberei em que oportunidades devero exercitar os milagres para com o próximo e quanto mais eu os exercitar, mais convicção terei de que sou obra de Deus e que também posso mandar milagres para os irmãos, e esse é o único propósito de estarmos aqui, na minha percepção.

 

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